A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, na quarta-feira, 22, uma capacitação voltada à vigilância e ao manejo clínico do HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas). A ação teve como objetivo qualificar profissionais de saúde para o diagnóstico, acompanhamento e prevenção da infecção, considerada silenciosa e pouco conhecida pela população.
Quem participou: médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde, além de profissionais que atuam em hospitais e nos Serviços de Assistência Especializada (SAE).
O que foi abordado: a formação buscou ampliar o conhecimento técnico, alinhar condutas clínicas em todo o estado e orientar ações para identificação precoce de casos e redução das formas de transmissão, com ênfase na transmissão vertical — de mãe para filho.
Por que a iniciativa é necessária: segundo Taíse Cavalcante, gerente de Doenças Transmissíveis da Vigilância Epidemiológica da SES, é fundamental dar visibilidade ao HTLV e preparar os profissionais para o manejo adequado. “O HTLV é um retrovírus da mesma família do HIV, com transmissão sexual, por sangue e também de mãe para filho, principalmente durante a amamentação. É uma infecção silenciosa, que pode permanecer por décadas sem apresentar sintomas, mas que pode evoluir para doenças neurológicas e até câncer. Por isso, precisamos tirar essa invisibilidade, orientar a população e capacitar os profissionais para prevenir e manejar adequadamente os casos”, afirmou Taíse.
Almir Santana, responsável técnico pelo Programa IST/Aids da SES, destacou o papel da capacitação na consolidação do tema como prioridade de saúde pública. Ele lembrou que o HTLV pode provocar processos inflamatórios, acometer o sistema nervoso e causar paralisias, além de estar associado a linfomas. Santana ressaltou que não há cura nem vacina e que a prevenção e a educação em saúde são essenciais.
Na perspectiva da atenção materna, a enfermeira Isabella Silva, da Vigilância Epidemiológica da Maternidade Lourdes Nogueira, sublinhou a importância da capacitação para qualificar o atendimento às gestantes. Ela destacou que o HTLV passou a ser doença de notificação compulsória e que, quando identificado, é fundamental orientar a mãe a não amamentar para evitar a transmissão e assegurar o acompanhamento no pós-parto.
O encontro integra as estratégias da Vigilância em Saúde do estado para fortalecer a detecção e o manejo clínico do HTLV, com foco em redução da transmissão e na melhoria do cuidado aos pacientes.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe
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