Leonid Radvinsky, empreendedor nascido em Odesa, na Ucrânia, e controlador da plataforma de conteúdo por assinatura OnlyFans, morreu em paz nesta segunda-feira (23) aos 43 anos, após longa batalha contra o câncer. A informação foi confirmada em nota pela empresa, que mantém sede em Londres. A família pediu privacidade e não divulgou detalhes sobre cerimônias fúnebres.
Trajetória de imigrante
Radvinsky mudou-se ainda criança para os Estados Unidos com os pais. Radicado na Flórida, adotava perfil discreto, raramente concedia entrevistas e limitava sua presença nas redes sociais. Um breve currículo atribuído ao executivo destacava mais de duas décadas dedicadas à criação de negócios de software e à colaboração com projetos de código aberto.
Início da carreira e expansão dos negócios
O primeiro empreendimento veio no fim dos anos 1990, quando cursava Economia na Northwestern University. Na época, fundou a Cybertania, companhia citada pela revista Forbes por operar sites que divulgavam senhas hackeadas. Em 2009, criou o Leo, fundo de capital de risco voltado a empresas de tecnologia.
Em 2018, Radvinsky adquiriu participação majoritária na OnlyFans, lançada dois anos antes pela família Stokely, do Reino Unido. A plataforma começou como espaço para venda de cursos e apresentações artísticas, mas ganhou projeção mundial em 2020 com a comercialização de conteúdo erótico durante a pandemia.
Fortuna e filantropia
O último ranking global de bilionários da Forbes, divulgado no início de março, posicionou Radvinsky na 870ª colocação, com patrimônio estimado em US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 24,8 bilhões). Segundo a BBC, ele destinou mais de US$ 1,3 milhão (aproximadamente R$ 6,7 milhões) em criptomoedas para apoiar a Ucrânia depois da invasão russa em 2022. A biografia do executivo também menciona doações frequentes a iniciativas de código aberto e entidades beneficentes tradicionais.
A paixão pela aviação aparecia como hobby. Descrito como “aspirante a piloto”, acumulava cerca de 95 horas de voo, principalmente em um helicóptero Bell 206B-3 JetRanger.
Negociações em andamento
Em janeiro deste ano, a agência Reuters revelou que o empresário analisava a venda de sua fatia no OnlyFans para a gestora Architect Capital, em operação estimada em US$ 5,5 bilhões (algo em torno de R$ 29,2 bilhões). As tratativas, porém, estavam em estágio inicial e não houve atualização oficial desde então.
Sucessão indefinida
A morte do fundador levanta dúvidas sobre o futuro comando da empresa. O comunicado não informa se Radvinsky deixa filhos nem indica quem assumirá a gestão ou o controle acionário da plataforma.
Por enquanto, o OnlyFans não detalhou mudanças na liderança nem divulgou cronograma para o anúncio de um substituto, mantendo a operação normal enquanto familiares e colaboradores mais próximos lidam com a perda.
Com informações de G1
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