Falha em versões antigas do iOS permite espionagem em iPhones e ameaça dados de usuários

William Kevim
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Pesquisadores das empresas de segurança digital Lookout e iVerify, em parceria com especialistas do Google, identificaram um software espião capaz de comprometer iPhones que utilizam versões antigas do sistema operacional. Batizado de Darksword, o programa foi encontrado recentemente em dezenas de sites na Ucrânia e explora vulnerabilidades presentes em edições do iOS lançadas entre março e agosto do ano passado.

O ataque se inicia quando o usuário visita páginas criadas especificamente para explorar essas falhas. Uma vez ativado, o spyware pode coletar informações armazenadas no aparelho, incluindo dados pessoais e conteúdos guardados em carteiras digitais de criptomoedas, segundo o relatório técnico divulgado na última semana.

Campanhas em ao menos quatro países

Equipes do Google relataram campanhas que utilizaram o Darksword contra alvos na Arábia Saudita, Turquia, Malásia e Ucrânia. Parte das operações, de acordo com os pesquisadores, estaria relacionada ao fornecedor comercial de tecnologias de vigilância PARS Defense, sediado na Turquia. Procurada pela agência Reuters, a empresa não se manifestou.

Os especialistas apuraram que a maioria dos aparelhos afetados rodava versões entre iOS 18.4 e iOS 18.6.2. Embora não exista um número preciso de dispositivos vulneráveis, estimativas baseadas em dados públicos apontam que entre 220 milhões e 270 milhões de iPhones permanecem nessas edições do sistema, conforme Lookout e iVerify.

Segundo spyware para iPhone descoberto em março

O Darksword é a segunda ferramenta de espionagem direcionada a iPhones revelada neste mês. No início de março, pesquisadores já haviam identificado o Coruna, também capaz de explorar brechas no iOS. Para Justin Albrecht, pesquisador da Lookout, a rápida sucessão de descobertas comprova a existência de um mercado em expansão para softwares que invadem celulares visando ganhos financeiros.

Correções e orientações da Apple

Em comunicado publicado na quinta-feira, 19, a Apple informou que corrigiu as vulnerabilidades exploradas e que usuários com o sistema operacional atualizado estão protegidos. A empresa ressaltou que o Safari passou a bloquear automaticamente os domínios utilizados nos ataques e recomendou a instalação imediata das versões mais recentes do iOS.

A companhia também recordou a atualização extraordinária liberada em 11 de março de 2026 para os sistemas iOS 15 e iOS 16, medida que amplia a proteção para aparelhos que não podem migrar para edições mais novas. Dispositivos com iOS 13 ou 14 precisam ser atualizados para o iOS 15 para receber as correções. Usuários que não conseguem atualizar são orientados a ativar o Modo de Bloqueio (Lockdown Mode) como camada adicional de defesa.

Segundo a Apple, manter o software em dia continua sendo a maneira mais eficaz de impedir a exploração das falhas. “Se o software do seu iPhone estiver atualizado, você já está protegido”, destacou a companhia na nota oficial.

Com informações de G1

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William Kevim é profissional de tecnologia com profunda paixão por cultura e entretenimento. Frequentador assíduo de teatros e cinemas, acompanha de perto lançamentos musicais, produções cinematográficas e o universo dos animes. Colabora com os portais do R2 Mídia Group trazendo pautas leves, culturais e de entretenimento com entusiasmo e olhar apurado.