A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou três resoluções no Diário Oficial da União de 21 de janeiro de 2026 determinando medidas contra diferentes alimentos comercializados no país. As ações envolvem a proibição total do azeite de oliva extravirgem Terra das Oliveiras e a suspensão de lotes específicos de sal grosso da marca Marfim e de doce de leite em pedaços da marca São Benedito.
Azeite de origem desconhecida
Por meio da Resolução RE nº 227/2026, a Anvisa vetou a fabricação, a distribuição, a comercialização e o consumo do azeite Terra das Oliveiras. O produto, ofertado pela plataforma on-line Shopee, tem origem considerada desconhecida pela agência. Além disso, a JJ-Comercial de Alimentos, identificada no rótulo como importadora, encontra-se extinta. Diante da ausência de dados confiáveis sobre procedência e segurança, o órgão regulador determinou a retirada imediata do mercado.
Sal grosso Marfim
Já a Resolução RE nº 219/2026 suspendeu o lote 901124 do sal grosso iodado da marca Marfim, fabricado pela empresa M. Gomes Praxedes. Ensaios laboratoriais apontaram teor de iodo insatisfatório, índice que pode comprometer a eficácia da iodação obrigatória para prevenção de distúrbios da tireoide. A Anvisa ordenou o recolhimento do lote em todo o território nacional.
Doce de leite São Benedito
A Resolução RE nº 226/2026 bloqueou a circulação do doce de leite em pedaços São Benedito produzido pela JF Indústria Comércio de Doces e Laticínios. A mercadoria, fabricada em 25 de junho de 2025, não apresentava número de lote no rótulo e foi reprovada no teste de ácido sórbico, conservante usado para evitar a proliferação de microrganismos. Sem condições adequadas de rotulagem e com resultado insatisfatório no ensaio, o item não deve ser distribuído ou consumido.
Posicionamentos das empresas
A São Benedito informou, em nota, que colaborou com os órgãos competentes logo após ser notificada e revisou processos internos “para garantir que cada pote que chegue à mesa esteja 100% dentro dos padrões”. A companhia ressaltou que utiliza conservantes justamente para assegurar a qualidade do alimento.
A reportagem da Agência Brasil buscou contato com a Marfim, mas não obteve retorno. A empresa responsável pela marca Terra das Oliveiras também não foi localizada.
As resoluções entraram em vigor na data de publicação no Diário Oficial, e as empresas envolvidas devem providenciar o recolhimento dos produtos irregulares, conforme previsto na legislação sanitária.
Com informações de Agência Brasil
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