O Ambulatório de Seguimento do Recém-nascido de Alto Risco Maria Creuza de Brito Figueiredo, ligado à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), encerrou 2025 com 15.148 atendimentos realizados. O volume corresponde a incremento superior a 7% em comparação com 2024, quando foram registrados 14.154 procedimentos.
A unidade, localizada em Aracaju, acompanha crianças que nasceram na maternidade de alto risco e que precisam de assistência especializada até completarem dois anos. Entre os profissionais disponíveis estão geneticista, neonatologistas, cardiologistas, oftalmologistas, cirurgiões, enfermeiros e fisioterapeutas.
De acordo com a gerente do serviço, enfermeira Glória Barros, duas ações foram decisivas para a expansão da capacidade: a ampliação do quadro de especialistas e a abertura de turno vespertino. “Passamos a contar com cardiologistas que realizam ecocardiogramas no próprio ambulatório. Além disso, com a aquisição de um aparelho de ultrassonografia, o exame passou a ser feito aqui mesmo. Essas medidas contribuíram para o aumento no número de atendimentos”, explicou.
O ambulatório funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Embora o horário seja estendido, o serviço não opera em regime de porta aberta; atendimento somente mediante encaminhamento. “Trata-se de um retorno programado. As crianças recebem alta da MNSL e permanecem conosco até completarem dois anos, quando são transferidas à rede municipal de origem, caso ainda necessitem de acompanhamento”, detalhou Glória.
Em 2025, os maiores volumes de consultas foram registrados com pediatras neonatologistas (3.837) e fisioterapeutas (3.067). O fisioterapeuta Jorge Alberto Vieira Júnior relatou maior demanda por reabilitação, sobretudo de estimulação precoce e de casos envolvendo alterações neurológicas. “Agora somos quatro fisioterapeutas e realizamos, em média, 32 atendimentos por dia”, observou.
Imagem: Divulgação
Entre as famílias atendidas está a agricultora Thalia Meneses da Silva, 28 anos, moradora de Itabaiana. Seu filho Théo nasceu na MNSL com 33 semanas, após um quadro de pré-eclâmpsia. Com dificuldades iniciais de desenvolvimento, o bebê foi acompanhado por vários especialistas na mesma estrutura. “Fui muito bem acolhida. Meu filho já passou por pediatra, neurologista, cardiologista, cirurgião e fisioterapeuta. Hoje, com sete meses, apresenta evolução satisfatória. Sou grata por existir um lugar assim”, relatou.
Segundo a administração da MNSL, o ambulatório segue ajustando fluxos para manter o crescimento do atendimento sem comprometer a qualidade do cuidado prestado aos recém-nascidos de alto risco.
Com informações de Saude.se.gov
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