Agricultura familiar tem crédito recorde de R$ 85,2 bi com juros de 2%

Robson Alves
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O novo Plano Safra chega com o maior volume de crédito da história para agricultores familiares. Taxas reduzidas e foco em agroecologia marcam a nova política agrária.

A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, anunciou que o Plano Safra para a agricultura familiar será o maior em crédito, com a oferta de R$ 85,2 bilhões. Além disso, a taxa de juros foi reduzida, tornando o programa ainda mais atrativo para os agricultores.

Durante o programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, Fernanda destacou que agora é possível produzir alimentos com uma taxa de 2%. Para aqueles que optam pela agroecologia, a taxa é ainda mais baixa, de apenas 1%.

A ministra afirmou:

“Fizemos um Plano Safra que está voltado para a transição ecológica, que vem com todo um pacote de assistência técnica para garantir que a agricultura familiar possa produzir com insumos biológicos, cuidando do meio ambiente, cuidando dos recursos naturais e aplicando as melhores práticas”.

O novo Plano Safra foi lançado na terça-feira (30) e representa um incremento de 9% na oferta de crédito para o segmento. Fernanda lembrou que, em 2023, a produção de alimentos contava com R$ 53 bilhões em crédito, com a maior parte concentrada na Região Sul.

“Conseguimos fazer com que ele chegasse a todas as regiões, focando e dando condições mais facilitadas para os agricultores familiares que estão nas regiões que têm menor acesso, como as regiões Norte e Nordeste”, afirmou.

A ministra também ressaltou que a pasta do Desenvolvimento Agrário implementa medidas para proteger a agricultura familiar dos efeitos das mudanças climáticas. O Pró-Agro, um seguro para quem contrata o Pronaf, e o Garantia Safra, que oferece benefícios aos agricultores de subsistência do semiárido, são exemplos dessas iniciativas.

“A atividade agrícola é uma atividade de risco e no contexto de mudanças climáticas esse risco fica muito maior e nós já sabemos que este ano vai ser um ano desafiador para a população como um todo e para a agricultura familiar, em especial”, comentou.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) também disponibiliza uma linha de crédito específica para adaptação climática, que abrange as produções das regiões Norte e Nordeste. Um programa de fomento chamado Terra à Mesa foi anunciado com um edital que disponibiliza R$ 413 milhões para a adaptação climática na região do semiárido.

Este apoio será direcionado a 60 mil famílias, com um benefício de R$ 8 mil para cada uma. Os recursos poderão ser utilizados para a implantação de cisternas, energia solar, sistemas de irrigação, quintais produtivos ou qualquer tecnologia que possibilite a adaptação da produção de alimentos em contextos de estiagem.

“Para o conjunto do país, estão abertas as linhas de bioeconomia e de tecnificação, que têm taxas de 2% ao ano para financiar a irrigação. Dentro do programa Mais Alimentos, há também a possibilidade de financiar a tecnificação para a adaptação climática, tudo com taxas que variam de 1,5% a 2%”, concluiu a ministra.

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Robson Alves é analista e colaborador editorial especializado em política nacional e internacional, economia e cultura. Com formação em contabilidade e leitura apurada sobre cenários econômicos e geopolíticos, assina textos que conectam o que acontece no mundo com os impactos no cotidiano brasileiro.