Polícia prende suspeitos de golpes e bloqueia imóvel de R$ 1 milhão em SE

Rafael Ramos
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Operação Carta Marcada cumpriu 11 mandados em Aracaju e Barra dos Coqueiros nesta quinta-feira (24). Grupo é investigado por fraudes na venda de veículos e imóveis.

A Polícia Civil de Sergipe prendeu cinco pessoas e apreendeu três veículos — dois deles de luxo —, joias, relógios e uma arma de fogo durante a Operação Carta Marcada, deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (24) para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes contra consumidores interessados na compra de veículos e imóveis.

Além das apreensões, contas bancárias foram bloqueadas e um imóvel avaliado em R$ 1 milhão foi alvo de bloqueio judicial. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados, sendo 5 de prisão e 6 de busca e apreensão, em Aracaju e Barra dos Coqueiros.

Os presos são os dois empresários apontados como proprietários dos estabelecimentos investigados e três funcionários que atuavam como supervisores de vendedores. A operação foi coordenada pela 7ª Delegacia Metropolitana (DM), em Nossa Senhora do Socorro, com apoio de equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Delegacia do Consumidor (Decon), Delegacia de Proteção Ambiental (Depama) e Departamento de Crimes Patrimoniais (Depatri).

Segundo as investigações, o grupo utilizava anúncios na internet e nas redes sociais para atrair consumidores com ofertas de financiamento, empréstimos, veículos, imóveis e cartas de crédito supostamente contempladas. Após o pagamento da entrada, porém, as vítimas descobriam que haviam contratado um consórcio, sujeito a sorteio, lance ou contemplação futura.

O delegado Hugo Leonardo informou que a investigação começou há mais de um ano, após uma vítima procurar a 7ª DM. Segundo o relato, ela foi atraída por um anúncio nas redes sociais e pagou por um veículo que acreditava estar adquirindo por meio de financiamento, mas posteriormente descobriu que o boleto recebido correspondia a um consórcio.

Durante os levantamentos, a Polícia Civil identificou casos em que os valores pagos pelos consumidores eram transferidos para diferentes empresas e contas de pessoas físicas vinculadas aos investigados. A apuração também apontou mecanismos utilizados para dar aparência de regularidade às negociações, como gravações, questionários, declarações e ligações de validação realizadas após os pagamentos.

Até o momento, 47 boletins de ocorrência registrados entre 2023 e 2026 integram a investigação. A polícia reuniu contratos, comprovantes de pagamento, dados financeiros, registros em redes sociais e outros elementos de prova que agora integram os autos.

Os envolvidos são investigados, em tese, por estelionato, crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e possíveis delitos relacionados à lavagem de dinheiro. As diligências continuam para individualizar a participação de cada investigado, rastrear o destino dos valores pagos pelas vítimas e localizar bens que possam ser utilizados em eventual reparação dos prejuízos.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.