A Prefeitura de Aracaju ampliou as ações do Agosto Lilás para trabalhadores da construção civil. A iniciativa da SerMulher busca envolver homens na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), vem ampliando as ações de prevenção e conscientização sobre a violência contra a mulher para além dos espaços tradicionalmente ocupados pelo público feminino. Durante o Agosto Lilás, a estratégia alcança diferentes territórios da capital, incluindo canteiros de obras.
O mês é dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, e as atividades ganham força em ambientes predominantemente masculinos. A iniciativa parte do entendimento de que, se a violência contra a mulher é um problema de toda a sociedade, a responsabilidade pelo seu enfrentamento também precisa ser compartilhada.
Em Aracaju, equipes da SerMulher têm levado a trabalhadores da construção civil informações sobre os diferentes tipos de violência, sinais de alerta, canais de proteção e a importância de relações baseadas no respeito. A ação aproxima a política pública de um público majoritariamente masculino e busca estimular reflexões sobre comportamentos naturalizados, machismo, responsabilidade e a necessidade de não se omitir diante de situações de violência.
“O enfrentamento à violência contra a mulher não pode ser uma responsabilidade apenas das mulheres. Precisamos envolver os homens, conversar com eles e mostrar que eles também têm um papel fundamental na construção de uma sociedade mais segura e respeitosa. Por isso, a Prefeitura de Aracaju está levando esse debate para onde as pessoas estão, inclusive para os canteiros de obras”, destaca a secretária da SerMulher, Elaine Oliveira.
A estratégia também inclui os Grupos Reflexivos, política pública voltada à responsabilização e à reflexão sobre comportamentos relacionados à violência contra a mulher. A atividade é direcionada a pessoas autoras de violência encaminhadas pelo Tribunal de Justiça de Sergipe.
Os encontros promovem diálogo sobre masculinidades, relações de poder, respeito, responsabilidade e as consequências da violência. A proposta é contribuir para a desconstrução de padrões que podem alimentar comportamentos violentos e estimular novas formas de convivência.
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