Empresa lançou plano imobiliário para 397 mil m² integrados à Grande Aracaju. A proposta pode atrair R$ 275 milhões em recursos privados para logística, comércio e serviços.
Uma área de aproximadamente 397 mil m², integrada ao tecido urbano e localizada estrategicamente na Grande Aracaju, será o ponto de partida para um novo ciclo de desenvolvimento econômico em Sergipe. A Aena lançou, nesta sexta-feira (7), o Plano de Desenvolvimento Imobiliário do Aeroporto Internacional de Aracaju – Santa Maria, estruturado para consolidar o entorno aeroportuário como polo de atividades logísticas, comerciais e de serviços.
Com potencial inicial para atrair R$ 275 milhões em investimentos privados, viabilizar até 146 mil m² de novas construções e gerar mais de nove mil empregos diretos e indiretos, o projeto reforça o papel do aeroporto como ativo urbano e econômico para a região. O evento contou com a presença de autoridades do setor, incluindo o ministro de Portos e Aeroportos, o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e representantes do setor produtivo.
“O Aeroporto de Aracaju reúne características únicas que o tornam um dos ativos mais promissores da estratégia de desenvolvimento imobiliário da Aena no Brasil. A combinação entre área disponível, integração urbana e localização privilegiada cria condições para atrair novos investimentos, gerar emprego, ampliar renda e fortalecer a competitividade de Sergipe”, afirmou um dos diretores da Aena Brasil.
Na prática, o plano organiza o potencial imobiliário do aeroporto em frentes complementares, combinando usos capazes de atender à demanda urbana, apoiar a atividade aeroportuária e criar oportunidades de investimento no entorno do terminal. Inspirado no conceito internacional de Airport City, o projeto amplia o papel tradicional do aeroporto ao integrar diferentes atividades econômicas ao seu entorno.
O Plano de Desenvolvimento Imobiliário prevê empreendimentos voltados para hotelaria, varejo regional, serviços especializados e operações logísticas, em alinhamento com as demandas locais e com o processo de crescimento de Aracaju e Sergipe.
O plano contempla áreas destinadas à implantação de condomínios logísticos, aproveitando a infraestrutura existente, a conectividade viária e a localização estratégica do aeroporto. Uma das áreas tem potencial para receber um empreendimento logístico monousuário com até 87 mil m² de área bruta locável (ABL). Outra área foi desenhada para desenvolvimento faseado, podendo alcançar até 100 mil m² de ABL conforme a demanda do mercado.
A proposta ganha relevância com a expansão do comércio eletrônico e com as atividades do polo petrolífero da região. A escassez de grandes terrenos disponíveis dentro da área urbana de Aracaju também reforça o diferencial competitivo do projeto.
“O objetivo é desenvolver empreendimentos com sinergia aeroportuária e aderência às necessidades da região metropolitana. Estamos criando oportunidades para investidores que buscam localização estratégica, infraestrutura consolidada e potencial de retorno de longo prazo”, destacou um representante da Aena Brasil.
O lançamento ocorre em um momento de expansão do Aeroporto de Aracaju. Em 2025, o terminal movimentou 1,37 milhão de passageiros, resultado 20% superior ao registrado em 2019 e 7,1% acima de 2024. No primeiro semestre de 2026, o avanço acumulado foi de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O aeroporto também registrou 15,8 mil operações aéreas em 2025 e crescimento de 14% no volume de cargas, reforçando sua vocação logística. Atualmente, o terminal conecta Sergipe a oito destinos nacionais, incluindo importantes centros econômicos do País.
Esse modelo de desenvolvimento também está alinhado à estratégia de sustentabilidade da Aena. A concessionária mantém iniciativas voltadas à redução de emissões e à operação sustentável dos aeroportos.
Além de Aracaju, o Aeroporto Internacional do Recife também já conta com um Plano de Desenvolvimento Imobiliário. A expectativa da Aena é expandir gradualmente essa estratégia para outros aeroportos de sua rede no Brasil, de acordo com as características, vocações econômicas e demandas específicas de cada mercado.
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