Google vai capacitar 3 milhões de brasileiros em IA e nuvem

Rafael Ramos
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Meta triplicou em apenas um ano. A gigante da tecnologia amplia plano de treinamento em inteligência artificial e quer transformar o mercado de trabalho no Brasil.

O Google Cloud triplicou sua meta e agora pretende treinar três milhões de brasileiros em inteligência artificial (IA) e tecnologias de nuvem nos próximos anos. Essa nova meta chega um ano após a empresa ter se comprometido a capacitar um milhão de pessoas no país.

Milena Leal, Country Manager do Google Cloud no Brasil, destacou em entrevista que “o mundo está mudando, a tecnologia está aí e vai impactar a vida de um monte de pessoas”, durante o Web Summit Rio.

A iniciativa busca impulsionar a capacitação de profissionais através de diversos programas de treinamento. Dentre eles, estão cursos gratuitos e em português disponíveis no YouTube, certificações pela plataforma Google Skills e suporte da comunidade Google Developer Groups.

Além disso, a empresa anunciou uma nova edição do Capacita+, que tem como objetivo treinar 200 mil pessoas em cloud e IA em um único dia.

Para isso, haverá um programa durante o Google Cloud Summit Brasil, que ocorrerá em São Paulo, e uma transmissão ao vivo em parceria com mais de 100 universidades de todo o país.

Leal explicou que o terceiro dia do evento terá um foco inédito em educação. “Teremos uma série de universidades, parceiros e alunos para falar a respeito disso e ajudar as pessoas nesse sentido”, afirmou.

O Google Cloud também está em parceria com 140 universidades brasileiras, incluindo SENAI-SP, PUC-MG, Insper e Mackenzie, além da plataforma Cloud Skills Booster, que oferece treinamentos gratuitos em diferentes níveis, desde o uso básico de prompts até o desenvolvimento de aplicações.

Sobre a situação da IA no Brasil, Leal observou que o país já saiu da fase experimental, uma vez que muitas empresas já utilizam IA e obtêm benefícios concretos. “As empresas que têm aplicado IA nos processos de negócio estão conseguindo fazer maximização de receita de forma mais acelerada do que só o foco na redução de custo”, disse a executiva.

Ela destacou que o principal desafio para aqueles que ainda não colheram resultados é a falta de adoção massiva da tecnologia. “A maioria das empresas tem um pouco de preocupação de dizer: ‘eu vou liberar IA para todo mundo, mas será que todo mundo precisa? Será que as pessoas vão saber usar?’ Mas quando você faz uma adoção massiva para todos os funcionários da empresa, você cria uma cultura AI first”, observou.

Leal também alertou para um risco específico da restrição de acesso: funcionários que desejam usar IA no trabalho, mas não têm ferramentas adequadas, acabam recorrendo a aplicativos pessoais. “Você acaba usando o aplicativo que está no seu celular para te ajudar no trabalho, mas isso pode gerar algum tipo de vulnerabilidade, porque você traz dados da empresa para aplicações de smartphone”.

Olhando para os próximos anos, a executiva demonstrou otimismo e acredita que o avanço da tecnologia acontecerá rapidamente. “Quando a gente projeta isso num espaço curto de dois, três anos, eu realmente tenho a sensação de que a gente vai ter uma explosão do uso da IA e a gente vai conseguir transformar os negócios de maneira muito expressiva”.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.