MPSE une arte e literatura para resolver conflitos em Sergipe

Rafael Ramos
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O MP de Sergipe realizou a I Roda de Conversa da Coapaz, conectando práticas restaurativas à cultura. A iniciativa busca ampliar o diálogo e alternativas pacíficas de mediação social.

O Ministério Público de Sergipe tem ampliado sua atuação na promoção de métodos consensuais para a resolução de disputas. A ideia é estimular debates que conectem o universo jurídico a outras áreas do conhecimento, incentivando alternativas de diálogo horizontal e escuta qualificada como formas viáveis de mediação de conflitos. Essa abordagem busca promover a harmonia social através de uma atuação institucional mais acessível.

A proposta foi o tema central da “I Roda de Conversa da Coapaz”, evento organizado pela Coordenadoria Permanente de Autocomposição e Paz (Coapaz) em parceria com a Escola Superior do MPSE (ESMP). Com o título “A esperança na Cultura de Paz: Diálogos, Arte e Literatura”, o evento contou com a presença da Coordenadora da Coapaz, Procuradora de Justiça Maria Conceição de Figueiredo Rolemberg, além de membros da instituição e do público em geral.

A roda de conversa proporcionou reflexões sobre como as manifestações artísticas e culturais podem servir para humanizar a aplicação das práticas restaurativas. Os debates ressaltaram que a literatura e as expressões artísticas se configuram como poderosas ferramentas de mediação, capazes de refletir as realidades sociais. A introdução desses elementos no cotidiano institucional visa ampliar a compreensão sobre a acolhida das partes envolvidas em um impasse, reduzindo o distanciamento técnico do Direito tradicional.

A condução das reflexões foi realizada por Miriam Coutinho de Faria Alves, Doutora em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professora adjunta da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Miriam, que também preside a Comissão de Direito, Literatura e Arte da OAB/SE, abordou perspectivas interdisciplinares, mostrando como a produção cultural influencia diretamente a transformação das relações humanas.

“A sensibilidade e a linguagem desempenham um papel central na desconstrução da violência simbólica e na construção de uma postura cooperativa na sociedade”, destacou a palestrante.

A busca pela pacificação social envolve a construção de diálogos e vivências que reconectem os laços sociais, mediadas pela esperança como uma disposição psicossocial e coletiva que propõe a ressignificação da convivência.

Fonte: Ministério Público de Sergipe (MPSE)

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.