Bloqueio bilionário paralisa operações do Exército nas fronteiras

Rafael Ramos
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Corte de R$ 1,5 bi no orçamento do Exército suspendeu missões de combate ao crime organizado. Comandos da Amazônia e do Oeste foram os mais afetados pela medida federal.

O governo federal determinou um contingenciamento de R$ 4,363 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa em março deste ano. Essa medida resultou na suspensão das operações de monitoramento e combate ao crime organizado realizadas pelo Exército nas fronteiras do país.

A informação foi divulgada por fontes militares em uma reportagem. Desse total bloqueado no Ministério da Defesa, aproximadamente R$ 1,5 bilhão eram destinados ao Exército, que utilizava esses recursos para financiar operações do Comando Militar da Amazônia e do Comando Militar do Oeste, especialmente em regiões de fronteira com Colômbia, Peru e Bolívia.

A principal ação que foi suspensa devido a essa restrição orçamentária foi a Operação Ágata. Antes da paralisação, em 2026, essa operação já havia apreendido mais de 15 toneladas de drogas, neutralizado 62 dragas utilizadas no garimpo ilegal e paralisado 117 balsas clandestinas. Esses números evidenciam a importância das operações para o combate ao crime organizado nas fronteiras brasileiras.

O Ministério da Defesa foi a pasta mais impactada pelo contingenciamento geral de R$ 22,1 bilhões que foi aplicado pelo governo no Orçamento de 2026. Logo em seguida, as pastas de Cidades, Educação e Transportes também sofreram cortes significativos, com valores de R$ 3,32 bilhões, R$ 1,605 bilhão e R$ 1,5 bilhão, respectivamente.

Esse corte orçamentário ocorre em um contexto onde, nesta mesma semana, os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Em resposta a essa classificação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contestou a medida, alegando questões de soberania nacional. Até o fechamento desta publicação, o Ministério da Defesa não havia se manifestado oficialmente sobre o contingenciamento e suas repercussões nas operações.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.