Salário lidera ranking do que brasileiros mais buscam no emprego

Rafael Ramos
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Pesquisa da CNI aponta o que os trabalhadores mais valorizam na hora de escolher um emprego. Salário lidera com 28,7%, seguido de estabilidade e crescimento profissional.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que os fatores mais valorizados pelos brasileiros na busca por emprego são salário e estabilidade. O estudo foi divulgado na sexta-feira, 5 de junho, e entrevistou 2.008 pessoas com 16 anos ou mais, em todos os 26 estados e no Distrito Federal, entre 10 e 15 de outubro de 2025.

De acordo com os dados, 28,7% dos participantes indicaram o salário como o principal diferencial na busca por uma nova ocupação. Em segundo lugar, ficou a estabilidade no emprego, com 22,4% das respostas, seguida pela perspectiva de crescimento na carreira, que foi mencionada por 20,1% dos entrevistados. A flexibilidade de horário de trabalho apareceu com 19,3% das menções.

Os atributos associados às novas modalidades de trabalho, como a possibilidade de trabalhar de casa e a jornada reduzida, tiveram menor relevância nas respostas. A modalidade de trabalho remoto foi citada por 15,9% dos entrevistados, enquanto a jornada reduzida foi mencionada por 9,8% deles.

“Mesmo nesse cenário de novas modalidades de trabalho, em que a flexibilidade acaba sendo também uma moeda de troca, esses fatores tradicionais são valorizados e acabam sendo muito associados ao emprego com carteira assinada”, afirmou Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

A pesquisa também destacou que 43% dos brasileiros não sabem em qual ocupação se veem daqui a cinco anos. Essa incerteza é especialmente maior entre a população mais velha. Claudia Perdigão analisou essa situação, afirmando que “esse cenário de dúvida que recai sobre uma parcela muito grande dos trabalhadores brasileiros acaba sendo explicado, sobretudo, por essas inovações tecnológicas, que trazem preocupação com relação à adaptação do trabalho a essas tecnologias”.

Além disso, o desejo de empreender foi identificado na pesquisa: 13,9% dos entrevistados manifestaram interesse em ter seu próprio negócio nos próximos cinco anos, com uma preferência por empreendimentos tradicionais, como comércio varejista e serviços de baixa complexidade, como cabeleireiros, bares e restaurantes.

Quando questionados sobre os obstáculos para alcançar suas ambições profissionais, 22% dos trabalhadores citaram a falta de oferta de vagas com boas condições como o maior desafio. Outros fatores mencionados incluem a falta de experiência prática (17,6%), a escassez de cursos de formação na região (16,9%) e a necessidade de cuidar de familiares (16,1%).

Apesar das dificuldades, 95% dos entrevistados expressaram satisfação com seu emprego atual, e 70% se disseram muito satisfeitos.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.