A saúde em Sergipe alcançou um marco histórico com o início dos transplantes de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Este procedimento, que nunca havia sido realizado no estado, marca um avanço significativo tanto no setor público quanto no privado.
Os primeiros transplantes hepáticos foram feitos na Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia. Este avanço foi possibilitado por um contrato firmado entre a unidade e o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), com um investimento anual superior a R$ 241 milhões. Essa parceria garante à população acesso a serviços de alta complexidade.
Além da inovação dos transplantes de fígado, o contrato também permitiu a retomada dos transplantes de rim com doador falecido, após 13 anos de interrupção. Desde o início deste serviço, em janeiro de 2026, Sergipe já realizou 20 transplantes, sendo 18 renais e 2 hepáticos.
Com essa nova fase, os pacientes sergipanos poderão receber assistência em seu próprio estado, perto de suas famílias, o que diminui as distâncias e os custos associados a tratamentos fora do estado. Para os pacientes que realizam transplante renal, essa é uma oportunidade de deixar para trás a rotina da hemodiálise.
O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, destacou a importância desse avanço: ‘Com a realização inédita de transplantes de fígado e a volta dos transplantes renais com doador falecido, a medicina de Sergipe entra em outro nível nacional’.
Os primeiros transplantes de fígado ocorreram em maio de 2026. Um dos pacientes, Edson Lincoln de Albuquerque, de 63 anos, expressou sua gratidão: ‘Eu renasci. Me sinto privilegiado e abençoado por Deus por fazer essa cirurgia. Já sinto muita diferença na minha saúde’.
O cirurgião geral Leandro Barros ressaltou a importância dos procedimentos: ‘Com a realização dos transplantes hepáticos, a saúde pública de Sergipe demonstra ter um serviço de alta complexidade’.
A recuperação da qualidade de vida de muitos sergipanos reforça a importância da doação de órgãos. Cada transplante representa um gesto de solidariedade que pode transformar vidas e oferecer esperança a quem aguarda por uma nova chance.
A doação de órgãos depende da autorização da família, mesmo que o desejo do doador tenha sido manifestado em vida. O processo se inicia com a identificação de pacientes em estado neurocrítico, seguido pela consulta à família sobre a doação.
Dados da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE) mostram que, entre janeiro e maio de 2026, o estado registrou 26 doadores, com a captação de três corações, 36 rins e 16 fígados. Comparado ao mesmo período de 2025, houve um aumento no número de doadores, refletindo um avanço na conscientização sobre a doação de órgãos.
O contrato com o Hospital de Cirurgia, que começou em setembro de 2025, assegura a realização de 691 procedimentos hospitalares mensais, totalizando 8.292 por ano, incluindo cirurgias de alta complexidade, como cardíacas e oncológicas.
Esse avanço na rede de alta complexidade do SUS sergipano amplia o acesso da população a procedimentos que podem oferecer uma nova chance de vida.







Fonte: Saúde – Sergipe
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