Estudante da UFS vence prêmio de engenharia em Paris, superando concorrentes europeus

Rafael Ramos
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O estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Erick Matheus Santos Morais, fez história ao conquistar o 1º lugar na categoria “Prix du projet innovation” durante o programa Chaire IdB 2026, realizado em Paris. O evento, promovido pela renomada escola de engenharia ESTP, é um destaque internacional nas áreas de construção civil, obras públicas e inovação tecnológica.

Na edição anual do Chaire IdB, que tem como foco a inovação, arquitetura sustentável e engenharia, Erick representou a Escola de Engenharia Polytech Orléans. A participação dele foi viabilizada pelo programa Brésil France Technologie en Ingénierie (Brafitec), uma parceria entre os governos brasileiro e francês que oferece suporte financeiro para a formação de engenheiros por meio da CAPES, facilitando experiências acadêmicas no exterior.

Erick fez parte da equipe do projeto “Façades – Hargicourt”, onde desenvolveu uma solução de fachada sustentável para a reabilitação de uma antiga fábrica de linho na França. O projeto utilizou tecnologias avançadas, como impressão 3D em concreto, para criar uma fachada que reproduz as ondulações e curvaturas características do tecido de linho.

Além da concepção inovadora da fachada, o projeto se destacou por usar concreto de baixo carbono, feito com materiais reciclados, e por validar tecnicamente a impressão 3D de elementos construtivos complexos. Essa abordagem não só promove a sustentabilidade, mas também mostra a integração entre diferentes disciplinas, como arquitetura e engenharia.

“Conseguimos transformar um modelo matemático em uma expressão visual concreta, e esse resultado acabou surpreendendo o júri. Foi essa integração entre tecnologia, sustentabilidade, engenharia e expressão artística que nos levou ao primeiro lugar”, afirmou Erick Matheus.

Erick foi o único estrangeiro na competição e, apesar de não ter o francês como língua nativa, conseguiu superar barreiras linguísticas. Ele atribui seu sucesso ao apoio da CAPES e à prática constante da língua. “Vencemos na categoria de inovação. Foi uma conquista significativa porque competimos contra instituições renomadas como a ESTP. Além disso, foi a primeira vez que a Politécnica de Orléans participou dessa competição, e logo na estreia conseguimos vencer, competindo ‘na casa deles’”, destacou.

“Eu não estaria aqui sem o Brafitec e, principalmente, sem a verba da CAPES. É importante destacar isso, pois toda a minha permanência aqui foi viabilizada integralmente por esse financiamento”, completou o estudante.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.