Lula diz que detenção do ativista brasileiro em Israel é injustificável

Portal de Notícias Foco SE
3 Min Leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (5) que a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel é injustificável e deve ser condenada.

Ávila foi detido em 30 de abril a bordo da Flotilha Global Sumud, que seguia com destino à Faixa de Gaza e foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais próximas à Grécia. Além dele, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi preso e levado para Israel. Mais de 100 outros participantes pró-palestinos, distribuídos em cerca de 20 embarcações, foram encaminhados para a ilha grega de Creta.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a abordagem da flotilha em águas internacionais representou “uma séria afronta ao direito internacional” e afirmou que o governo brasileiro, em conjunto com o da Espanha, exige garantias de segurança e a libertação imediata dos detidos.

A prisão preventiva de Ávila e de Abu Keshek havia sido prorrogada até esta terça-feira (5). Segundo comunicados, houve nova prorrogação da prisão até domingo, dia 10 de maio.

Os ativistas integravam a segunda flotilha da Global Sumud, lançada com o objetivo de tentar romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza por meio do envio de ajuda humanitária. Os navios partiram de Barcelona em 12 de abril.

As autoridades israelenses justificaram as detenções apontando suspeitas de crimes que incluem assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a organização terrorista e transferência de propriedade para organização terrorista.

Em outubro do ano passado, militares israelenses já haviam abordado outra flotilha da mesma organização e prenderam mais de 450 participantes, entre eles a ativista sueca Greta Thunberg.

Sequestros

De acordo com a contagem da Global Sumud, já são 180 os integrantes sequestrados nas diferentes ações, incluindo Thiago Ávila e o ativista palestino-espanhol, que, até o momento, permanecem sob custódia de Israel. Ao todo, 35 pessoas teriam deixado o cárcere com ferimentos.





Soraya Misleh, liderança da Frente Palestina em São Paulo, destacou o lema da flotilha: “quando os governos falham, nós navegamos”. Ela afirmou que a iniciativa visa levar ajuda humanitária diante do cerco que, segundo sua declaração, impõe fome, sede e a falta de condições de vida à população de Gaza.

As informações acima foram divulgadas por autoridades, pela Global Sumud e pelo próprio presidente Lula.

Compartilhe essa Notícia
Conta institucional do Foco SE. Assina as matérias produzidas ou editadas pela equipe do portal, quando não há assinatura individual. Correções, complementações e pedidos de direito de resposta podem ser enviados para contato@focose.com.br e são publicados com o mesmo destaque da matéria original, nos termos da Lei nº 13.188/2015.