O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), em Aracaju, concluiu a 14ª captação de órgãos de 2026, reforçando a importância do “sim” das famílias para salvar vidas. O procedimento ocorreu após a confirmação de morte encefálica de um homem de 47 anos, vítima de queda da própria altura na capital sergipana.
Com a autorização familiar, as equipes iniciaram o protocolo médico e legal que possibilitou a retirada de múltiplos órgãos. O fígado foi encaminhado a Brasília (DF), enquanto dois rins e as córneas permanecem em Sergipe, onde beneficiarão pacientes que aguardam transplante na fila estadual.
Decisão em meio ao luto
A coordenadora da Organização de Procura de Órgãos (OPO) Sergipe, Darcyana Lisboa, destacou a grandeza do gesto. “É uma decisão extremamente difícil, tomada em um momento de dor profunda. Mesmo assim, essa família transformou sofrimento em esperança, possibilitando que várias pessoas tenham qualidade de vida novamente”, afirmou.
Segundo Darcyana Lisboa, conversar sobre o desejo de doar órgãos é essencial. “Quando a vontade do potencial doador já está clara para os parentes, o processo se torna menos doloroso e muito mais ágil”, acrescentou.
Articulação multiprofissional
A retirada de órgãos mobilizou profissionais do Huse, da OPO, da Central Estadual de Transplantes (CET) e equipes de outros estados. Desde a identificação do potencial doador até a logística de envio, o trabalho envolveu médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, todos dedicados a garantir que cada órgão chegasse ao receptor compatível dentro do tempo seguro.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a captação comprova a capacidade técnica da rede pública sergipana para realizar procedimentos complexos e confirma a relevância da integração entre serviços estaduais e federais no Sistema Único de Saúde (SUS).
Importância do “sim” familiar
A legislação brasileira determina que a doação somente ocorre após autorização dos parentes mais próximos. Por isso, as autoridades de saúde reforçam que informar a família sobre o desejo de ser doador é o passo decisivo para que o ato solidário se concretize. Um simples consentimento pode representar novas oportunidades de vida para pessoas que aguardam meses — ou até anos — por um transplante.
Com informações de Saude.se.gov
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