Into abre centro de impressão 3D no Rio para acelerar entrega de próteses personalizadas

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O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) colocou em operação, nesta sexta-feira (20), o Centro Tecnológico de Impressão 3D e Reabilitação (Centir), instalado no bairro do Caju, zona norte do Rio de Janeiro. A estrutura foi criada para ampliar a produção de próteses sob medida, biomodelos e guias cirúrgicos destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o diretor-geral do Into, José Paulo Gabbi, o novo espaço representa um salto na oferta de tecnologia de ponta dentro da rede pública. “Este centro vai possibilitar a entrega de próteses fabricadas integralmente com tecnologia 3D desenvolvida pelo próprio instituto”, afirmou. A meta inicial é disponibilizar cerca de 200 próteses por ano.

Planejamento cirúrgico mais preciso

Com as impressoras tridimensionais instaladas no Centir, as equipes médicas poderão planejar cirurgias com maior nível de detalhamento. Os biomodelos e guias produzidos em 3D replicam a anatomia do paciente, facilitando o posicionamento de cortes e implantes, o que pode reduzir o tempo de internação e aumentar a previsibilidade dos resultados cirúrgicos.

Agilidade na produção

Nos últimos três anos, o Into fabricou aproximadamente 70 próteses usando impressão 3D. A modernização do parque tecnológico e a chegada de novos equipamentos devem permitir que essa quantidade seja triplicada até 2026. Segundo o instituto, peças que antes levavam 10 horas para serem concluídas agora ficam prontas em cerca de quatro horas.

Tecnologia e conforto

As novas impressoras conseguem produzir componentes de grandes dimensões, requisito essencial para próteses de membros inferiores. Esses equipamentos também consomem menos energia e aceitam diversos tipos de filamentos, o que melhora o acabamento e a resistência dos dispositivos. Conforme nota divulgada pelo Into, essas características tornam a prótese “mais uniforme e confortável para o uso cotidiano”.

Além de beneficiar pacientes que aguardam por próteses, o Centir deve apoiar cirurgias complexas realizadas no próprio instituto, ao fornecer guias personalizados que auxiliam a equipe clínica durante o procedimento. A expectativa é de que o volume adicional de dispositivos ajude a reduzir filas e a acelerar a reabilitação dos usuários do SUS.

Com informações de Agência Brasil

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