Aston Martin avalia troca de comando após início frustrante da temporada 2026 da F1

Rafael Ramos
3 Min Leitura

A Aston Martin enfrenta um começo de campanha considerado decepcionante no Mundial de Fórmula 1 de 2026 e, segundo informações preliminares, já estuda substituição de Adrian Newey no cargo de chefe de equipe. Fontes ligadas ao time de Silverstone indicam que a direção analisa nomes para assumir a função ainda neste primeiro trimestre do campeonato.

O sinal de alerta foi acionado logo na preparação. A escuderia britânica chegou com atraso aos tradicionais dias de teste em Barcelona, perdendo tempo precioso de pista em comparação com as rivais. Mesmo quando o carro finalmente entrou no traçado catalão, as impressões iniciais não corresponderam às expectativas internas: o desempenho ficou aquém do projetado nas simulações e não permitiu programas completos de avaliação de novos componentes.

Atrasos logísticos, dificuldades de integração dos pacotes aerodinâmico e mecânico e uma curva de desempenho abaixo da meta estipulada para a abertura do campeonato contribuíram para o clima tenso no box. O resultado direto foi a intensificação de discussões sobre a estrutura de comando técnico, atualmente centralizada em Newey, figura de renome no paddock, mas sob pressão pelas metas agressivas traçadas pelo proprietário Lawrence Stroll.

De acordo com pessoas próximas ao projeto, dirigentes já sondam profissionais capazes de assumir a liderança estratégica com rapidez. A prioridade seria encontrar um nome que traga resposta imediata ao desenvolvimento do carro, evitando que o déficit acumulado nos testes se reflita em resultados fracos nas primeiras corridas europeias.

A possibilidade de troca, entretanto, não significa decisão definitiva. Interlocutores ressaltam que a Aston Martin pretende aguardar as primeiras provas para avaliar se ajustes menores no organograma podem surtir efeito antes de partir para uma mudança profunda na chefia técnica. Ainda assim, a simples busca por alternativas mostra que a margem de paciência é limitada.

Enquanto o cenário não se resolve, engenheiros trabalham em atualizações emergenciais destinadas a reduzir o tempo de volta e restaurar a confiança dos pilotos. O processo será acompanhado de perto pela cúpula, que cobra reação rápida para evitar novo ano distante do pelotão da frente.

Se confirmada, a eventual saída de Adrian Newey marcaria uma reviravolta significativa na trajetória recente da Aston Martin, equipe que, até agora, investiu pesado em infraestrutura e contratação de nomes de peso para se firmar entre as principais forças do grid.





Com informações de Motorsport.uol

Compartilhe essa Notícia
Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.