Doação de órgãos cresce em Sergipe e supera marca do ano anterior nos primeiros meses de 2026

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Sergipe registra avanço na doação de órgãos em 2026. Levantamento da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE) indica que, de 1º de janeiro a 6 de março deste ano, o estado contou com 10 doadores, número que já supera os dados do mesmo intervalo de 2025, quando foram nove doadores.

Mais órgãos captados e transplantes efetivados

No recorte dos dois primeiros meses e meio de 2026, oito corações foram disponibilizados, resultando em três transplantes. Também foram captados 12 fígados, dos quais oito foram transplantados, e 25 rins, que possibilitaram 17 procedimentos. As equipes responsáveis recolheram ainda 35 córneas, com 18 empregadas em cirurgias.

Em comparação ao período de 1º de janeiro a 9 de março de 2025, o salto é expressivo. Naquele ano, a Central registrou captação de três corações, 18 rins e oito fígados. O incremento reforça a adesão crescente das famílias sergipanas à doação pós-óbito.

Balanço de 2025 aponta tendência de alta

Os dados consolidados de 2025 já evidenciavam melhora no cenário. Entre 1º de janeiro e 1º de dezembro, foram 55 doadores. Nesse intervalo, 23 corações foram ofertados, com seis aproveitados em transplantes; 54 fígados, com 29 cirurgias efetivadas; e 87 rins, dos quais 68 foram transplantados. No caso das córneas, 281 foram captadas e 216 implantadas em pacientes.

Força-tarefa recente mobiliza equipes em Aracaju

O procedimento mais recente de captação ocorreu em 8 de março, no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). A iniciativa possibilitou a retirada de fígado, rins e córneas. O fígado e um dos rins seguiram para receptores no Ceará, enquanto os rins direito e esquerdo beneficiaram pacientes no Rio Grande do Sul. As córneas permaneceram em Sergipe para atender a fila local.

Declaração familiar segue decisiva

Para o coordenador da CET/SE, Benito Oliveira, a evolução reflete empenho conjunto de famílias, profissionais de saúde e imprensa. “Graças às famílias que autorizam a doação, aos profissionais que acolhem e mantêm o potencial doador e à imprensa, Sergipe tem melhorado o número de doadores e atendido pacientes que precisam de transplante”, afirma.

Oliveira acrescenta que o estado retomou recentemente os transplantes renais com doador falecido, somando quatro procedimentos no Hospital Cirurgia. Atualmente, 172 pessoas aguardam por um transplante de córnea em Sergipe. “A legislação determina que cônjuges ou parentes até segundo grau autorizem a doação. Por isso, conversar com a família e declarar o desejo de doar é fundamental”, reforça.

A Secretaria de Estado da Saúde e a Central Estadual de Transplantes lembram que o processo só ocorre após consentimento familiar. Um único “sim” pode transformar perdas em novas chances de vida para pacientes que esperam por um órgão.

Com informações de Saude.se.gov

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