A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, na terça-feira, 10 de março, o primeiro encontro de 2026 do Colegiado da Rede de Atenção Materno e Infantil (Rami). A reunião, realizada no auditório do Centro Administrativo da Saúde, reuniu representantes das Secretarias Municipais de Saúde, dirigentes de maternidades públicas e filantrópicas que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e demais atores estratégicos.
Segundo a referência técnica da rede materna, Kelly Bianca Costa, o colegiado foi retomado com uma retrospectiva das discussões de 2025 e avaliação das medidas direcionadas à redução da mortalidade materna e infantil. “Revisitamos as principais pautas, observamos os avanços e apontamos os desafios que ainda precisam ser superados”, resumiu.
Foco na sazonalidade e na proteção de bebês
Entre os temas centrais, os participantes analisaram o panorama da sazonalidade das síndromes respiratórias no estado. A referência técnica da vigilância dos vírus respiratórios, Mariana Rosário, apresentou dados de 2023 a 2026 sobre casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), destacando a variação da circulação viral ao longo das semanas epidemiológicas e o impacto nas internações. “Com essas informações conseguimos antecipar cenários e planejar a assistência de forma mais eficiente”, explicou.
Na mesma linha, foi detalhado o fluxo de aplicação do Nirsevimabe, um novo anticorpo monoclonal indicado para prevenir infecções respiratórias em recém-nascidos. O imunizante deve ser administrado ainda nas maternidades, principalmente em prematuros de até 36 semanas e seis dias de gestação e em bebês portadores de comorbidades específicas. Em Sergipe, a aplicação já ocorre nas maternidades Nossa Senhora de Lourdes, Lourdes Nogueira e Santa Isabel, que dispõem de leitos neonatais, além do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), que funciona em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento.
A gerente de Imunização da SES, Illani Paulina da Silva, ressaltou que o alinhamento entre as unidades é decisivo nesta fase inicial de maior circulação de vírus respiratórios. “Nossa expectativa é reduzir os registros de SRAG entre os recém-nascidos mais vulneráveis e evitar quadros como bronquiolite”, afirmou.
Apresentação da Rede Alyne
O encontro também marcou a apresentação da Rede Alyne, projeto de reestruturação da atenção materna e neonatal voltado, sobretudo, aos grupos mais suscetíveis. A iniciativa busca disseminar boas práticas de cuidado e qualificar a assistência desde o pré-natal até o momento do parto, contribuindo para a diminuição dos índices de mortalidade materna e neonatal em Sergipe.
Para Kelly Bianca Costa, o colegiado permanece como espaço de construção coletiva. “É aqui que compartilhamos informações, identificamos gargalos e pactuamos soluções para garantir acesso a uma assistência segura e de qualidade às gestantes, puérperas, recém-nascidos e crianças de até dois anos”, concluiu.
Com informações de Saude.se.gov
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