O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (9) que o Brasil chegou a 140 ocorrências confirmadas de Mpox desde 1º de janeiro. Não foi notificada nenhuma morte relacionada à enfermidade no período. O boletim também lista 539 suspeitas em avaliação e nove ocorrências classificadas como prováveis.
Conforme a pasta, a distribuição mensal dos diagnósticos confirmados e prováveis ficou da seguinte forma: 68 em janeiro, 70 em fevereiro e 11 nos primeiros dias de março.
Na análise por unidade da federação, São Paulo concentra a maior parte dos pacientes confirmados (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e por Rondônia (11). Os demais estados somam casos inferiores a duas dezenas cada.
Entenda a doença
A Mpox pertence ao mesmo gênero viral da antiga varíola humana, porém costuma apresentar letalidade inferior. Trata-se de uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida de animais silvestres para pessoas, mas também existe a propagação entre humanos por meio de contato direto com indivíduos infectados ou com materiais contaminados pelo vírus.
Os sintomas mais frequentes incluem lesões ou erupções cutâneas, inchaço de gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e sensação de fraqueza.
O Ministério da Saúde recomenda que qualquer pessoa com sinais compatíveis procure atendimento médico. Até receber a avaliação profissional, a orientação é evitar contato próximo com outras pessoas para reduzir a possibilidade de disseminação.
Os dados divulgados hoje atualizam o cenário apresentado no mês anterior, quando o país totalizava 88 casos. A pasta segue monitorando a evolução dos números e reforça medidas de prevenção, como higiene frequente das mãos, uso de equipamentos de proteção por profissionais de saúde e cuidado especial em situações de contato íntimo.
Como a transmissão pode ocorrer por objetos, roupas ou superfícies contaminadas, autoridades sanitárias aconselham a desinfecção de itens pessoais de pacientes suspeitos ou confirmados e o isolamento temporário até a remissão total das lesões.
O monitoramento continuará sendo divulgado em boletins periódicos, que trarão a atualização de casos confirmados, suspeitos e prováveis em todo o território nacional.
Com informações de Agência Brasil
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