O Governo de Sergipe recebeu, nesta semana, 7.900 doses da vacina quadrivalente contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. O lote, totalmente fabricado no Brasil, protege contra os quatro sorotipos do vírus (1, 2, 3 e 4) e, nesta fase inicial, será aplicado exclusivamente em profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) que atuam nas 75 cidades sergipanas.
Segundo a gerente de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Illani Paulina, a aplicação deverá começar na próxima semana, obedecendo ao cronograma de distribuição que está sendo finalizado. “As doses recebidas representam cerca de 40% do público-alvo. Com base nesse quantitativo, estamos elaborando uma planilha proporcional para garantir que cada município receba vacinas de acordo com o número de trabalhadores da APS”, explicou.
Fazem parte do grupo prioritário médicos, enfermeiros, agentes de vigilância, equipes de higienização e demais profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O estado calcula ter mais de 18 mil pessoas inseridas nesse universo. Para assegurar agilidade no processo, a SES iniciou a organização do fluxo interno de distribuição, que envolve o envio de ofícios às secretarias municipais de Saúde com a quantidade de doses, o plano de rateio e o cronograma de remessa.
Illani Paulina destacou que a logística pretende evitar desperdícios e garantir a cobertura homogênea em todas as regiões. “Com a planilha, teremos controle preciso sobre o deslocamento dos imunizantes, mantendo a integridade da cadeia de frio e a aplicação dentro do prazo estimado”, acrescentou a gestora.
A ampliação da campanha dependerá de novas remessas do Ministério da Saúde. Até o momento, não há previsão oficial para envio de mais doses. Enquanto isso, a SES reforça que os municípios devem manter a notificação de casos suspeitos de dengue e intensificar ações de combate ao Aedes aegypti, como vistorias domiciliares, eliminação de criadouros e campanhas educativas.
Com a entrega das 7.900 doses, Sergipe dá o primeiro passo para proteger quem está na linha de frente do atendimento primário, visando reduzir o impacto da doença e fortalecer a resposta rápida a possíveis surtos no estado.
Com informações de Saude.se.gov
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