Um suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas morreu após trocar tiros com policiais militares na manhã desta quarta-feira, 11, no município de Lagarto, agreste sergipano. De acordo com a Polícia Militar, a ação integrou uma série de diligências iniciadas dois dias antes e resultou, também, na descoberta de um laboratório utilizado para a produção e fracionamento de entorpecentes.
A ofensiva policial foi desencadeada depois da prisão de um homem na Praia da Caueira, na última segunda-feira, 9. Na ocasião, os agentes apreenderam aproximadamente 30 quilos de drogas, divididas em diversos tabletes. Durante o interrogatório, o detido indicou a participação do próprio irmão no esquema ilícito. A partir dessa informação, equipes passaram a monitorar possíveis endereços ligados ao segundo suspeito.
Na manhã de quarta-feira, os policiais localizaram o indivíduo apontado como cúmplice dentro de um imóvel em Lagarto. Segundo o comando da operação, o homem reagiu à abordagem atirando contra a guarnição, o que provocou o confronto. Ele foi baleado, recebeu atendimento médico de urgência, mas não resistiu aos ferimentos.
No interior da residência, os militares encontraram um espaço adaptado para o processamento de substâncias entorpecentes. Havia balanças de precisão, prensas hidráulicas, embalagens plásticas e insumos químicos, materiais normalmente usados para preparar a droga antes da distribuição. Todo o equipamento foi recolhido e encaminhado à Delegacia Regional de Lagarto, responsável pelo inquérito.
A corporação informou que ainda busca identificar outros integrantes do grupo criminoso. O material apreendido na segunda-feira — cerca de 30 quilos de drogas — permanece sob perícia, procedimento que deve definir o tipo exato de substância e auxiliar na avaliação do prejuízo causado à organização.
Imagem: PM/SE
Até o fechamento desta reportagem, a identidade do suspeito morto não havia sido divulgada. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Sergipe, em Aracaju, para os exames de praxe. As investigações continuarão sob a supervisão da Polícia Civil, que avaliará possíveis conexões do laboratório desativado com pontos de distribuição em outras cidades do estado.
O caso segue em apuração, e novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento das investigações.
Com informações de A8se
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