A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe, por meio da Vigilância Sanitária Estadual (Covisa), voltou a alertar a população para os riscos associados ao emprego de canetas emagrecedoras adquiridas sem prescrição médica ou fora do circuito regulado de farmácias. O posicionamento acompanha a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 214/2026 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que reforça o controle sobre medicamentos sem registro e proíbe sua comercialização no território nacional.
Pela norma, ficam apreendidas e proibidas as formulações de Tirzepartida comercializadas sob as marcas Synedica e TG. A RDC também veta qualquer venda ou manipulação de medicamentos contendo Retatrutida, substância ainda em fase de pesquisa clínica destinada a agir em múltiplos receptores hormonais ligados ao apetite e ao metabolismo. Mesmo com resultados preliminares noticiados em estudos internacionais, o composto não tem registro sanitário no Brasil nem autorização para comercialização, importação ou uso terapêutico.
Segundo a gerente de medicamentos da Covisa, Fabiana Carvalho, o objetivo principal é prevenir danos à saúde provocados por produtos sem comprovação científica. “O uso de medicamentos experimentais ou adquiridos de forma irregular pode causar reações adversas imprevisíveis, erros de dosagem, contaminação e agravamento do estado de saúde”, declarou.
A gerente acrescenta que esses itens, frequentemente anunciados como “última geração” em perfis de redes sociais e lojas virtuais, são oferecidos sem receita e com promessas enganosas de perda de peso rápida. Mesmo fármacos regularizados no país só podem ser dispensados mediante prescrição, conforme determina a RDC nº 973/2025.
Orientações à população
As canetas emagrecedoras foram originalmente desenvolvidas para tratar diabetes tipo II e, em situações específicas, obesidade. Quando usadas sem acompanhamento profissional, podem provocar náuseas, vômitos, diarreia, desidratação, hipoglicemia e outras complicações graves.
Imagem: Divulgação
Para reduzir riscos, a SES recomenda não adquirir medicamentos fora de farmácias autorizadas, nunca utilizar preparados injetáveis sem prescrição médica e denunciar a comercialização clandestina aos órgãos de vigilância sanitária. A pasta ressalta que o consumo indiscriminado de produtos de alto impacto metabólico sobrecarrega o sistema de saúde, dificulta a farmacovigilância e expõe especialmente grupos vulneráveis a eventos adversos evitáveis.
O reforço da fiscalização busca conter a entrada e a circulação de substâncias sem garantia de segurança, eficácia e qualidade, protegendo a população contra práticas ilegais de venda e uso de medicamentos experimentais.
Com informações de Saude.se.gov
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