Esforço da OPO/SE otimiza doação de órgãos em Sergipe e amplia transplantes em 2025

Claudio Vasconcelos
3 Min Leitura

A atuação da Organização de Procura de Órgãos de Sergipe (OPO/SE) consolidou, em 2025, avanços na captação de órgãos, melhorando a eficiência do sistema estadual de transplantes mesmo diante de leve queda no número de doadores efetivos.

Doadores, números e crescimento

No ano passado, o estado contabilizou 54 doadores efetivos, índice 5% menor que em 2024. Apesar da redução, o volume de órgãos aproveitados aumentou. Foram captados seis corações, salto de 50% em relação ao período anterior. A retirada de rins subiu de 56 para 65, crescimento de 16%, enquanto a captação de fígados passou de 22 para 29, avanço de 30%.

Foco na identificação precoce

Para a coordenadora da OPO/SE, Darcyana Costa, o resultado decorre da detecção mais rápida da morte encefálica e do cuidado constante com potenciais doadores. “Investimos na busca ativa nas unidades, na manutenção qualificada do doador e, principalmente, no acolhimento das famílias. Mesmo com estabilidade no número de doadores, conseguimos aumentar o aproveitamento dos órgãos”, afirmou.

Sensibilização e capacitação

Entre as iniciativas de 2025, destacam-se mais de 30 palestras em universidades e escolas para ampliar o debate sobre doação de órgãos, além de campanhas como o Setembro Verde. Paralelamente, a OPO/SE intensificou treinamentos para equipes de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Unidades de Apoio Crítico (UAC) e Ala Vermelha, além de promover cursos internos para seus colaboradores.

Segundo Darcyana, a definição de metas e prazos claros para cada etapa do processo tem sido decisiva. “Hoje, cada profissional compreende a importância do seu papel, desde a identificação da morte encefálica até o suporte às famílias”, pontuou.

Comissões intra-hospitalares fortalecidas

Outro avanço foi o reforço das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTTs). Em 2025, foram registradas 341 notificações de morte encefálica e 170 protocolos concluídos, números superiores aos anos anteriores e que resultaram nos 54 doadores efetivos.

Para o coordenador da Central Estadual de Transplantes, Benito Fernandez, o aperfeiçoamento da gestão impacta diretamente no consentimento familiar e na otimização dos transplantes. “Quando fortalecemos cada etapa, engajamos mais os profissionais de saúde e ampliamos as chances de salvar vidas”, resumiu.

Com metas contínuas de capacitação, sensibilização pública e monitoramento rigoroso dos indicadores, a OPO/SE pretende manter o ritmo de crescimento nos próximos anos, assegurando que mais pacientes em lista de espera tenham acesso a transplantes em Sergipe.

Com informações de Saude.se.gov

Compartilhe essa Notícia
Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.