Anvisa proíbe seis suplementos e ordena recolhimento de lotes de Cycles Nutrition e Mushin

Claudio Vasconcelos
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (20), a suspensão imediata da fabricação, distribuição, comercialização, importação, propaganda e consumo de seis suplementos alimentares pertencentes às marcas Cycles Nutrition e Mushin Serviços e Comércio no Geral. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União e também obriga o recolhimento dos lotes já distribuídos ao mercado.

No caso da Cycles Nutrition, três produtos foram atingidos: Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition. Os suplementos são produzidos pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios. Segundo a agência reguladora, as fórmulas contêm ingredientes que não passaram pela avaliação de segurança requerida para essa categoria, o que, de acordo com o órgão, pode oferecer “graves riscos à saúde”.

A empresa se pronunciou nas redes sociais informando que utiliza, “sempre que possível”, componentes de origem vegetal e frutal submetidos a rígidos processos de seleção, qualidade e certificação. Acrescentou ainda que está encaminhando à Anvisa estudos, dossiês técnicos e demais esclarecimentos, comprometendo-se a manter consumidores e parceiros informados.

Produtos de aveia da Mushin

A Mushin Serviços e Comércio no Geral também recebeu notificação para retirar três itens das prateleiras: Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo e Fantastic Oat Maçã e Canela. Segundo a Anvisa, os rótulos mencionavam a presença de “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, ingrediente cuja segurança para uso em suplementos alimentares ainda não foi avaliada pela agência.

Além da composição não autorizada, a reguladora apontou que os produtos da Mushin veiculavam alegações funcionais sem comprovação científica, como a capacidade de reduzir o colesterol LDL (considerado “ruim”) e de controlar os níveis de glicose no sangue.

Em nota encaminhada à Agência Brasil, a empresa declarou ter sido surpreendida pela medida. A Mushin argumenta que o extrato de Agaricus bisporus contendo vitamina D2 foi aprovado, em 2023, para uso em alimentos convencionais e suplementos no país. A companhia ressalta que possui toda a documentação sobre a liberação do ingrediente, considera-se “correta e séria” no relacionamento com os consumidores e informou ter acionado assessoria jurídica para contestar a decisão.

Com a resolução, todos os pontos de venda devem retirar os lotes indicados, e as empresas ficam obrigadas a promover o recolhimento dos produtos já distribuídos. O descumprimento das determinações pode resultar em sanções previstas na legislação sanitária, como multas e interdição de unidades fabris.

Com informações de Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.