Gonet afirma no Senado que atuação da PGR não criminaliza a política

Rafael Ramos
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Brasília – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, declarou nesta quarta-feira (12) que “não há criminalização da política” nos processos conduzidos pelo Ministério Público Federal (MPF). A afirmação foi feita durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que analisa sua recondução ao cargo por mais dois anos.

Questionado por parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) na investigação da chamada “trama golpista”, Gonet rebateu acusações de perseguição partidária. “A tinta que imprime as peças produzidas pela PGR não tem as cores das bandeiras partidárias”, disse.

Dados do processo da trama golpista

Segundo o procurador-geral, até 23 de outubro, 568 investigados fecharam acordos de não persecução penal, 715 foram condenados e 12 absolvidos – a maioria a pedido do MPF. Outros 606 processos (32,3% do total) seguem em andamento. “Os números demonstram que a atuação do procurador-geral foi confirmada no seu acerto pela instância julgadora na vasta maioria dos casos encerrados”, afirmou.

Gonet ressaltou que suas manifestações restringiram-se aos autos, evitando vazamentos ou comentários públicos: “O respeito ao sigilo judicial foi sempre obedecido de modo absoluto”.

Críticas e defesa

Durante a audiência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o chefe do MPF de “esculhambar” o Ministério Público e de agir sob influência do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também defendeu o irmão, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), investigado por suposta obstrução de justiça após campanha nos Estados Unidos contra magistrados do STF.

Em resposta, Gonet reiterou que as denúncias apresentadas pela PGR derivam de “avaliação detida, ampla e sóbria”, sem motivação política.

Outras frentes de atuação

O procurador-geral listou ainda intervenções em investigações sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no acordo de reparação pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG) e no combate ao crime organizado.

Ao final, mencionou carta da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) favorável à sua permanência. “A classe dos membros do Ministério Público Federal apoia integralmente a renovação do mandato”, ressaltou.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.