Dois anos após ser banido do futebol por beijar a atacante Jennifer Hermoso na comemoração do título da Copa do Mundo Feminina, Luis Rubiales voltou a comentar o episódio. Em entrevista ao programa espanhol El Chiringuito, exibida nesta terça-feira (12), o ex-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) afirmou que se arrepende da forma como agiu, porém manteve a versão de que o gesto foi consentido.
Arrependimento limitado
“No meu discurso à assembleia, comecei dizendo que cometi um erro”, declarou Rubiales ao justificar que deveria ter agido “com mais postura presidencial”. Apesar disso, reforçou que não pedirá desculpas a Hermoso. “Perguntei a ela e ela disse que estava tudo bem”, relatou.
Culpa transferida
Rubiales acusou a jogadora de mudar o depoimento inicial e destacou que, segundo ele, a própria sentença indica que não houve abuso. “Foi um beijo apaixonado, sem conotação sexual, diante de 80 mil pessoas”, disse, alegando ainda que Hermoso era “boa amiga” e havia perdido um pênalti instantes antes.
Ataque ao governo espanhol
O ex-dirigente também associou o caso a interesses políticos. Segundo Rubiales, setores da “extrema esquerda” teriam usado o incidente como “cortina de fumaça” para favorecer o então presidente do governo, Pedro Sánchez, na negociação da Lei de Anistia com partidos separatistas. “Houve uma tempestade perfeita para capitalizar o incidente”, afirmou.
Consequências
O beijo custou a Rubiales a suspensão do cargo de presidente da RFEF e o afastamento do futebol por dois anos. O caso gerou repercussão mundial e culminou em denúncia de Jennifer Hermoso, que alegou não ter dado consentimento.
Sem indicar qualquer intenção de mudar seu posicionamento, Rubiales encerrou a entrevista reafirmando que não alterará sua versão dos fatos.
Fonte: Futebol Interior
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