O governo do Estado de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (9) mais três casos de intoxicação por metanol, elevando para 23 o número de ocorrências registradas em 2025. Outros 148 episódios seguem sob investigação e 152 já foram descartados.
Desde o início do surto, o estado contabiliza cinco mortes atribuídas ao consumo da substância presente em bebidas destiladas, enquanto seis óbitos continuam em apuração.
Novo protocolo acelera perícias
A Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC) divulgou um procedimento que reduz a quantidade de garrafas necessárias para atestar a segurança de um lote, agilizando o trabalho de fiscalização. De acordo com a corporação, o método já permitiu a interdição de cerca de 600 volumes em dois estabelecimentos da região do ABC, além da apreensão de dezenas de garrafas que serão analisadas in loco.
Após a apreensão, os frascos seguem diretamente para o Núcleo de Documentoscopia, responsável por verificar lacres, selos, embalagens e rótulos. Em menos de 24 horas, o material é encaminhado ao Núcleo de Química, que identifica a presença de metanol e outras substâncias contaminantes em garrafas ainda lacradas.
Segundo a perita Karin Kawakami, o procedimento já foi validado em 30 casos, garantindo avaliação inicial rápida. Quando há indícios de irregularidade, o líquido é submetido a exame detalhado para determinar a quantidade de cada componente e confirmar eventuais falsificações.
Canais de denúncia em funcionamento
Na capital paulista, entrou em operação um canal exclusivo no serviço SP156 para receber denúncias e pedidos de informação sobre suspeitas de metanol em bebidas alcoólicas. O atendimento está disponível pelo portal sp156.prefeitura.sp.gov.br ou pelo telefone 156.
Conforme a prefeitura, a cidade concentra o maior número de mortes por ingestão de metanol no país, com três registros até o momento.
Fonte: Agência Brasil
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