Vacina brasileira contra a covid-19 avança para a fase 3 de testes clínicos

Claudio Vasconcelos
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O imunizante SpiN-TEC, desenvolvido integralmente no Brasil, concluiu as duas primeiras etapas de testes clínicos e aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 3. Os dados de segurança, publicados em artigo científico, indicam que a vacina é segura e provoca menos efeitos colaterais que o fármaco da norte-americana Pfizer.

O projeto é conduzido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed). O desenvolvimento conta com recursos de R$ 140 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), administrado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio da RedeVírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Etapas já concluídas

A fase 1 envolveu 36 voluntários, de 18 a 54 anos, e avaliou a segurança em diferentes dosagens. A fase 2 contou com 320 participantes para confirmar o perfil de segurança e imunogenicidade. Na fase 3, prevista para começar após aval da Anvisa, serão recrutados cerca de 5,3 mil voluntários de todas as regiões do país.

Método de imunidade celular

A SpiN-TEC adota a estratégia de imunidade celular, preparando o organismo para eliminar apenas as células infectadas pelo coronavírus. Ensaios em animais e resultados preliminares em humanos sugerem maior eficácia contra variantes da doença.

Perspectiva de oferta pelo SUS

Segundo o coordenador do CT-Vacinas, Ricardo Gazzinelli, o objetivo é disponibilizar a vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) até o início de 2027, caso todas as fases sejam aprovadas. O pesquisador ressalta que o Brasil possui cadeia quase completa de pesquisa, produção e distribuição de imunizantes, mas ainda dá poucos exemplos de vacinas concebidas e testadas internamente.

Infraestrutura nacional

Criado em 2016, o CT-Vacinas reúne cerca de 120 pesquisadores, estudantes e técnicos da UFMG, do Instituto René Rachou/Fiocruz-Minas e do Parque Tecnológico de Belo Horizonte. Além da covid-19, o centro mantém estudos para vacinas contra malária, leishmaniose, doença de Chagas e monkeypox.

Fonte: Agência Brasil

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.