O Paraná comunicou ao Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (3), o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol registrado no estado. A vítima é um homem de 60 anos, morador de Curitiba, atropelado após consumir uma bebida destilada adulterada.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o paciente está internado desde quarta-feira (1º), inconsciente e em estado grave. “Durante a internação, o quadro clínico apresentou agravamento, com sintomas compatíveis com intoxicação por metanol”, informou a pasta em nota.
Exames laboratoriais foram coletados e devem confirmar ou descartar a suspeita. O caso também é acompanhado pela Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, anunciou em vídeo que terá reunião com representantes do Ministério da Saúde para tratar do envio de ampolas de etanol farmacêutico, utilizado no tratamento de pessoas que ingeriram bebidas alcoólicas adulteradas.
Até a tarde de quinta-feira (2), o governo federal contabilizava 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol no país e 11 confirmações laboratoriais. Apenas uma morte foi confirmada até o momento, em São Paulo, enquanto outros sete óbitos seguem em investigação (dois em Pernambuco e cinco em São Paulo). Há registros, suspeitos ou confirmados, em São Paulo, Bahia, Pernambuco, Distrito Federal e, agora, Paraná.
Sintomas e orientações
A intoxicação por metanol é considerada emergência médica grave. No organismo, a substância se transforma em compostos tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem levar à morte. Os sintomas principais incluem:
- Visão turva ou perda de visão, com risco de cegueira;
- Náuseas, vômitos e dores abdominais;
- Sudorese e mal-estar geral.
Diante desses sinais, é recomendado procurar imediatamente atendimento de urgência e entrar em contato com:
- Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
- Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) local;
- Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733.
A orientação é identificar outras pessoas que tenham consumido a mesma bebida e encaminhá-las rapidamente a um serviço de saúde, já que a demora no atendimento aumenta o risco de desfechos fatais.
Fonte: Agência Brasil
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