O rapper Hungria pode ter ingerido bebidas adulteradas com metanol em uma casa de shows na capital paulista no último domingo (28), segundo o médico Leandro Machado, responsável pelo tratamento do artista no Hospital DF Star, em Brasília. O estabelecimento foi interditado após duas pessoas que também consumiram álcool no local serem hospitalizadas com suspeita de intoxicação.
Em coletiva nesta sexta-feira (3), Machado explicou que o cantor consumiu destilados durante a apresentação em São Paulo. “Como ele ingeriu metanol junto com etanol, os sintomas podem levar até 72 horas para aparecer”, afirmou. O médico ressaltou que apenas a investigação policial confirmará o ponto exato da contaminação.
Situação clínica
Internado desde quinta-feira (2) na UTI, Hungria apresenta melhora. Ele está lúcido, conversa normalmente e respira sem auxílio de aparelhos. Nesta sexta, realizou sessões de fisioterapia e passou por uma nova hemodiálise, procedimento usado para retirar o metanol do organismo.
“Esperamos que esta seja a última hemodiálise. O etanol, aplicado como antídoto, impede que o metanol se transforme em subprodutos tóxicos, mas não o elimina; a diálise faz essa remoção”, detalhou Machado. A previsão é de que o artista permaneça internado até domingo (4) ou segunda-feira (5), quando será definida eventual alta e acompanhamento domiciliar.
Exames em análise
Embora o tratamento para intoxicação por metanol já esteja em curso, o diagnóstico permanece como suspeita. As amostras de sangue colhidas na quinta-feira (2) levam cinco dias para análise, com resultado previsto para terça-feira (7).
Pronunciamento nas redes
Pela primeira vez desde a internação, Hungria se manifestou nesta sexta. Em foto publicada no Instagram, deitado no leito da UTI e abraçado à filha de 8 anos, declarou estar “se recuperando da melhor maneira possível” e alertou o público sobre o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Fonte: Agência Brasil
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