O Conselho Federal de Medicina (CFM) cobrou, nesta terça-feira (30), reforço na fiscalização contra a falsificação de bebidas alcoólicas, depois que casos de intoxicação por metanol no estado de São Paulo provocaram ao menos três mortes.
O presidente da entidade, José Hiram Gallo, ressaltou que produtos adulterados “geram riscos de adoecimento, sequelas e mortes”.
Orientações ao consumidor
O CFM recomenda que, ao comprar bebidas alcoólicas, o consumidor procure estabelecimentos confiáveis e recuse produtos com lacre violado ou rótulos que apresentem erros de impressão e ausência de informações obrigatórias, como CNPJ, número de lote ou data de validade.
Sintomas e urgência
Segundo a entidade, os sinais mais frequentes de intoxicação por metanol são: dor de cabeça intensa, náuseas, confusão mental, visão turva repentina ou cegueira. Esses sintomas podem surgir entre seis e 24 horas após a ingestão.
Em caso de suspeita, a orientação é buscar imediatamente um serviço de emergência médica. A ingestão de metanol é considerada situação de extrema gravidade, pois a substância se converte em formaldeído e ácido fórmico, ambos altamente tóxicos, capazes de levar ao óbito.
Canais de atendimento
O CFM recomenda acionar, além do serviço de saúde mais próximo, um dos seguintes telefones para orientação especializada:
- Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
- CIATox local (consultar lista de centros ativos);
- Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 (ligação gratuita de qualquer estado).
A entidade também sugere identificar e alertar pessoas que possam ter consumido a mesma bebida, para que procurem avaliação médica o quanto antes. Quanto maior a demora no atendimento, maior o risco de desfechos fatais.
Fonte: Agência Brasil
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