Metanol: entenda o perigo da substância identificada em bebida adulterada

Claudio Vasconcelos
2 Min Leitura

Foi confirmada nesta segunda-feira, 29 de setembro de 2025, a terceira morte na Região Metropolitana de São Paulo por suspeita de ingestão de bebida contaminada por metanol. A substância, amplamente utilizada como insumo industrial, é altamente tóxica para consumo humano mesmo em pequenas quantidades.

O que é metanol?

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o metanol é um álcool simples de fórmula CH3OH, líquido à temperatura ambiente. Na indústria, costuma ser produzido a partir de gás natural e serve de matéria-prima para solventes, adesivos, pisos e revestimentos.

Diferença entre metanol e etanol

O etanol, encontrado em bebidas alcoólicas, é obtido principalmente pela fermentação de açúcares presentes em matérias-primas como cana-de-açúcar e milho. Já o metanol, por sua toxidade, não pode ser utilizado em bebidas. Traços residuais podem surgir naturalmente em fermentações, mas em níveis mínimos permitidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Regulamentação rígida

Por representar risco à saúde e à segurança pública, a movimentação e o armazenamento de metanol exigem registro obrigatório na ANP. A agência estabelece normas específicas para evitar o uso do produto como adulterante de combustíveis ou bebidas.

Sintomas de intoxicação

Após o consumo de bebida possivelmente adulterada, sinais como visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência podem indicar intoxicação por metanol. Nessas situações, o atendimento médico deve ser procurado imediatamente.

Como identificar bebida adulterada

O Procon-SP orienta desconfiar de preços muito abaixo da média. Embalagens com lacre desalinhado, rótulos tortos, erros de ortografia, logotipos alterados ou ausência de informações essenciais — como CNPJ, endereço do fabricante e número de lote — também são indícios de irregularidade.

Testes caseiros não são recomendados

Autoridades alertam que ações como cheirar, provar ou tentar queimar a bebida não garantem a detecção de metanol e podem representar risco adicional ao consumidor.

Em caso de suspeita ou sintomas, a recomendação é buscar serviço de saúde com urgência.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe essa Notícia
Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.