O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira, 24 de setembro de 2025, que o Brasil irá cobrar da Organização das Nações Unidas (ONU) a implementação de um Estado palestino. A declaração foi dada em entrevista coletiva, em Nova York, após o encerramento da 80ª Assembleia Geral da ONU.
“Da parte do Brasil, vamos cobrar a ONU para ela executar a decisão que foi tomada ontem”, afirmou o presidente, referindo-se ao apoio de mais de 150 países à criação do Estado da Palestina.
Acusações de genocídio em Gaza
Lula voltou a classificar a ofensiva israelense na Faixa de Gaza como genocídio. Segundo ele, “não se trata de uma guerra, mas de um genocídio de um exército fortemente preparado contra um povo indefeso, sobretudo mulheres e crianças”.
Apoios e oposição na Assembleia
A criação de um Estado palestino dominou as discussões na Assembleia Geral. Enquanto Lula e outros chefes de Estado defenderam a soberania palestina, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posicionou-se contra a iniciativa.
Na véspera do debate, países historicamente aliados de Israel — França, Canadá, Reino Unido, Austrália e Portugal — anunciaram reconhecimento formal da Palestina como Estado.
Cobrança ao Conselho de Segurança
Lula criticou a inação do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o órgão “poderia ter tomado uma atitude mais forte”. Ele lembrou que a mesma ONU que aprovou a criação do Estado de Israel, em 1947, deve ter força para garantir a formação do Estado palestino.
Discurso na ONU
No plenário, o presidente brasileiro pediu que outros países reconheçam a Palestina, alertou para o risco de desaparecimento do povo palestino e condenou o grupo Hamas:
“Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza.”
Segundo Lula, as mortes de “dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes” soterradas nos escombros também sepultam “o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente”.
Fonte: Agência Brasil
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