O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira, 9 de setembro, em Manaus, o Programa União com Municípios, iniciativa que prevê R$ 150 milhões para ações de combate ao desmatamento e a incêndios florestais na Amazônia.
Os recursos virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Segundo o governo, 70 prefeituras amazônicas já aderiram ao plano.
Críticas a interferências externas
Ao discursar no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Lula rebateu pressões internacionais sobre a floresta. “Estamos preservando o que eles não preservaram. O Brasil ainda é o país com a maior área de floresta do mundo e merece respeito”, declarou. “Não precisamos de ninguém metendo o bedelho no nosso país. Cada um cuida do seu nariz”, acrescentou.
Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não hesita em recorrer a “meios militares” contra países que ameacem a liberdade de expressão, incluindo o Brasil.
COP30 será “a COP da verdade”
Lula afirmou que a COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém, servirá para expor quem “acredita na ciência” e quem “insiste no negacionismo” sobre mudanças climáticas.
Parceria com prefeitos
O presidente explicou que o programa foca na transferência direta de verbas a municípios, classificando os prefeitos como “principais soldados” na proteção ambiental. A proposta prevê apoio logístico e técnico às administrações locais.
Fundo Amazônia e investimentos
O presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, informou que o banco já liberou R$ 2,5 bilhões para projetos na região, abrangendo demarcação de terras, cadastro rural e incentivo à agricultura familiar.
Já a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou o compromisso de zerar o desmatamento até 2030 e disse que, nos dois primeiros anos do atual governo, a derrubada caiu 46%.
Outros destaques da cerimônia
O indigenista e filósofo Egydio Schwade defendeu novos paradigmas de relação com a natureza e com os povos tradicionais. Lula também mencionou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe, classificando o momento político como “delicado”.
A solenidade encerrou-se com o presidente enfatizando a necessidade de exploração sustentável da floresta: “Devemos retirar o que é possível e repor o que precisa ser reposto”.
Fonte: Agência Brasil
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