Gleisi Hoffmann rebate ameaça dos EUA de recorrer a “poder militar” contra o Brasil

Rafael Ramos
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Brasília – A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou nesta terça-feira (9) como “inadmissível” a declaração da Casa Branca de que os Estados Unidos poderiam lançar mão de seu “poder militar” para responder ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais cedo, a secretária de imprensa norte-americana, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump “não tem medo de usar meios militares” para defender a liberdade de expressão no mundo, citando o processo contra Bolsonaro.

Críticas da ministra

Em publicação nas redes sociais, Gleisi disse que a ameaça chega ao “cúmulo” da “conspiração da família Bolsonaro contra o Brasil”. Segundo ela, o deputado Eduardo Bolsonaro estaria articulando junto a Washington para que o país imponha sanções ao governo brasileiro.

“Não bastam as tarifas contra nossas exportações e as sanções ilegais contra ministros do governo e do STF; agora ameaçam invadir o Brasil para livrar Jair Bolsonaro da cadeia. Isso é totalmente inadmissível”, escreveu a ministra.

Gleisi também defendeu a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro. “Dizem que defendem a liberdade de expressão, mas tratam-se da liberdade de mentir, de coagir a Justiça e de tramar golpe de Estado”, completou.

Posição da Casa Branca

De acordo com Karoline Leavitt, a defesa da liberdade de expressão é “prioridade máxima” para o governo Trump. “Não tenho nenhuma ação adicional contra o Brasil para anunciar hoje, mas o presidente está disposto a usar o poder econômico e militar dos Estados Unidos para proteger a liberdade de expressão em todo o mundo”, disse a porta-voz, em coletiva citada pela agência Reuters.

Julgamento no STF

A Primeira Turma do STF retomou nesta terça-feira o julgamento de Jair Bolsonaro e de outros sete acusados de participação em trama golpista. O relator, ministro Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino votaram pela condenação dos réus. Ainda faltam os votos de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

A sessão foi suspensa e terá continuidade na quarta-feira (10).

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.