São Paulo, 11 de janeiro – A WTorre e o Palmeiras assinaram contrato com a empresa Soccer Grass para instalar um novo gramado sintético no Allianz Parque. A obra, orçada em aproximadamente R$ 11 milhões, começou nesta quinta-feira e deve durar ao menos 45 dias.
A intervenção não se trata de reforma, mas da colocação de uma superfície totalmente nova. O clube avalia que a tecnologia mais recente suportará melhor a intensa agenda do estádio, que em 2025 recebeu 32 partidas, 27 shows e cerca de 200 eventos corporativos, movimentando mais de 2 milhões de visitantes.
Durante o período de obras, a arena ficará indisponível para jogos de futebol, embora continue liberada para apresentações musicais. Por isso, nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, o Palmeiras mandará seus compromissos na Arena Barueri, equipamento administrado por empresa ligada à presidente Leila Pereira.
O piso atual, instalado em 2020, ainda está dentro da garantia, mas sofre desgaste natural. O novo modelo seguirá o mesmo sistema híbrido, com melhorias de materiais e métodos de fabricação desenvolvidos nos últimos cinco anos. Segundo a Soccer Grass, o gramado do Allianz Parque é o mais próximo do natural na América Latina, por utilizar fios de grama na base da tecelagem dos tufos, o que otimiza manutenção, regularidade de jogo, permeabilidade e drenagem.
No início de 2023, o campo já havia passado por ajustes: a cortiça importada de Portugal substituiu o termoplástico usado como enchimento, após episódios de derretimento do material antigo em ondas de calor.
O tema dos campos sintéticos voltou ao debate na última semana. O Flamengo enviou à CBF proposta que inclui a proibição desse tipo de piso, o que levou Palmeiras e outros quatro clubes a divulgarem nota conjunta em defesa das superfícies artificiais. Para Alessandro Oliveira, CEO da Soccer Grass, a discussão é política. “Não há vantagem esportiva para o Palmeiras”, afirmou ao jornal Estadão.
Fonte: futebolinterior.com.br
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