Um vigilante que atuava como ferista na Universidade Federal de Sergipe (UFS) foi dispensado depois de flagrar um professor consumindo bebida alcoólica dentro de uma sala de aula. O episódio ocorreu na última sexta-feira, 13, e só ganhou repercussão ampla nos dias seguintes, quando imagens do ocorrido passaram a circular nas redes sociais.
Segundo o trabalhador, a gravação foi feita logo após ele ser chamado por um fiscal do próprio campus. O fiscal teria identificado a presença da bebida no ambiente acadêmico e acionado o vigilante para averiguar a situação. Ao chegar ao local, o profissional constatou que o docente mantinha o recipiente alcoólico sobre a mesa durante a condução da aula. A cena foi registrada em vídeo, que rapidamente se espalhou na internet e provocou discussões sobre postura ética dentro das instituições de ensino.
Dispensa comunicada quatro dias depois
O vigilante contou que só soube do desligamento na terça-feira, 17, quando se preparava para assumir o turno habitual. Na ocasião, representantes da empresa terceirizada responsável pela segurança informaram que já não havia vaga para mantê-lo no quadro de funcionários. Ele relatou ainda não ter recebido advertências anteriores nem ter sido questionado formalmente sobre o procedimento adotado ao registrar o episódio.
Empregado na condição de ferista — termo usado para designar profissionais temporários que substituem titulares em férias ou afastamentos —, o vigilante exercia a função no campus há cerca de dois meses. A dispensa imediata, sem perspectiva de realocação, foi justificada pela prestadora de serviços como resultado de “falta de posto disponível”.
Repercussão nas redes e questionamentos
As imagens compartilhadas exibem o professor segurando uma garrafa de bebida alcoólica no interior da sala, enquanto dialoga com os estudantes. O conteúdo gerou críticas de usuários sobre a conduta do docente e, paralelamente, levantou questionamentos a respeito da demissão do vigilante que denunciou a infração.
Até o momento, não há informações oficiais sobre eventuais medidas disciplinares adotadas pela universidade contra o professor nem esclarecimentos adicionais da empresa de segurança sobre o critério utilizado para o desligamento do funcionário.
O caso segue repercutindo entre alunos, servidores e internautas, que cobram transparência das partes envolvidas e aguardam posicionamentos formais sobre as providências futuras.
Com informações de A8se
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