TSE cria selo para premiar institutos com pesquisas mais precisas

Claudio Vasconcelos
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O ministro Nunes Marques propôs o Selo Acurácia Eleitoral para destacar institutos confiáveis em 2026. A iniciativa surge após o TSE suspender pesquisa da AtlasIntel.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, sugeriu a criação de um selo-prêmio para os institutos de pesquisa que se destacarem pela precisão nas eleições de 2026. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (14) durante uma reunião com representantes dessas empresas.

O encontro teve como foco a discussão das regras para a divulgação de levantamentos no período eleitoral. A reunião ocorreu após o TSE ter suspendido uma pesquisa de intenção de votos da AtlasIntel para a presidência da República.

De acordo com Nunes Marques, o Selo Acurácia Eleitoral será uma forma de reconhecer o trabalho dos institutos que realizarem pesquisas com resultados mais próximos das apurações oficiais. Para o presidente do TSE, as pesquisas eleitorais desempenham um papel crucial na democracia.

“As pesquisas eleitorais desempenham um papel importante em nosso processo democrático. O retrato fiel das percepções e das intenções do eleitorado contribui para o debate público, oferece subsídios à compreensão da dinâmica eleitoral e amplia o acesso da sociedade a informações de interesse coletivo. A democracia se fortalece quando os atores do processo eleitoral dialogam, quando as regras são observadas e, especialmente, quando o conhecimento técnico é colocado a serviço do interesse público.”

Após o anúncio do ministro, o TSE estabeleceu um prazo para receber sugestões sobre os critérios de escolha dos vencedores do selo, que se encerrará na próxima sexta-feira (17).

A proposta gerou críticas, especialmente da Abep, Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. Em nota, a entidade ressaltou que entre a realização de uma pesquisa e a votação, os eleitores podem mudar de opinião, deixar de votar ou alterar seu comportamento. Para a Abep, exigir que uma pesquisa acerte o resultado das eleições é confundir a ciência com uma previsão infalível.

Além do encontro com os institutos de pesquisa, o TSE também promoveu uma oficina com partidos e representantes de redes sociais. O objetivo foi fornecer orientações sobre o uso responsável das plataformas digitais nas próximas eleições. A oficina, que ocorreu de forma virtual, foi organizada a pedido dos participantes, que solicitaram mais informações sobre as regras das empresas de tecnologia.

Na parte da manhã, TikTok e Meta apresentaram diretrizes sobre segurança, contas políticas e combate à violência política. À tarde, foram convidados representantes das plataformas X, Kwai, Google e Telegram.

De acordo com o TSE, essas plataformas digitais têm o potencial de contribuir tanto para a integridade do processo eleitoral quanto para aumentar o acesso dos cidadãos a conteúdos confiáveis.

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Claudio Vasconcelos é jornalista veterano com vasta experiência em coberturas políticas e esportivas em Sergipe. Natural de Canindé de São Francisco, construiu sua trajetória na imprensa sergipana com foco em jornalismo de raiz, privilegiando apuração rigorosa e compromisso com a informação. Apaixonado pelo futebol e pelos bastidores da política, traz perspectiva experiente e bem fundamentada para cada matéria.