O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) em Palm Beach, Flórida, que mantém contato com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, para discutir a formação de um governo interino após a captura do agora deposto presidente Nicolás Maduro.
Segundo Trump, o secretário de Estado Marco Rubio conversou diretamente com Rodríguez. “Ela está disposta a fazer o que consideramos necessário para tornar a Venezuela grande novamente”, declarou o presidente a jornalistas.
Administração direta de Washington
Trump afirmou que, por tempo indeterminado, a administração do país sul-americano ficará a cargo de autoridades norte-americanas. Citou Rubio e o secretário de Defesa Peter Hegseth como responsáveis pelo processo. “Vamos recuperar o país”, disse, reiterando que pretende evitar que “pessoas ruins” assumam o poder.
O presidente norte-americano ressaltou que somente após uma “transição correta” a gestão será entregue a líderes venezuelanos. Também indicou que empresas dos EUA poderão explorar o petróleo local durante o período.
Oposição excluída
Questionado sobre a possibilidade de María Corina Machado, líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2025, assumir o processo, Trump descartou a ideia. “Ela não tem apoio interno nem respeito dentro do país”, avaliou.
Detalhes da captura de Maduro
Trump revelou que a operação que resultou na prisão de Maduro e da primeira-dama Cília Flores envolveu troca de tiros com seguranças e tentativa de fuga do então presidente venezuelano. “Ele tentou chegar a um local seguro, todo de aço, mas nossos homens foram muito rápidos”, relatou. Pouco antes da entrevista, o presidente publicou em sua rede Truth Social uma foto que mostraria Maduro a bordo do navio militar norte-americano USS Iwo Jima.
Resposta de Delcy Rodríguez
Horas após as declarações de Trump, Delcy Rodríguez fez pronunciamento em Caracas exigindo a libertação imediata de Maduro e afirmando que a Venezuela “não voltará a ser colônia”. A vice-presidente falou ao lado do ministro da Defesa Vladimir Padrino López, do ministro do Interior Diosdado Cabello e da presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Caryslia Rodríguez.
Fonte: Agência Brasil
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