BUENOS AIRES, 3 jan (2026) — O Ministério da Segurança Nacional da Argentina anunciou neste sábado (3) novas regras migratórias que limitam o ingresso de funcionários públicos, militares e empresários venezuelanos associados ao governo de Nicolás Maduro.
De acordo com a nota oficial, as medidas procuram “impedir que utilizem a Argentina como refúgio”. O comunicado acrescenta que “a Argentina não concederá asilo a colaboradores do regime de Maduro”.
A decisão foi divulgada poucas horas após o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela. Em declaração separada, o presidente argentino, Javier Milei, celebrou a “captura do ditador venezuelano” pelas forças norte-americanas, classificou Caracas como “inimiga da liberdade” e comparou a situação do país à de Cuba na década de 1960.
Contexto regional
O ataque norte-americano representa um novo capítulo de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última ocorreu em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi detido por tropas dos EUA.
Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar o suposto cartel de drogas “De Los Soles” e já haviam oferecido recompensa de US$ 50 milhões por informações que resultassem em sua prisão — alegação questionada por especialistas em narcotráfico.
Críticos apontam interesses geopolíticos na operação, entre eles afastar a Venezuela de parceiros como China e Rússia e ampliar o controle sobre as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Embargo a Cuba
Ao comemorar a ação dos EUA, Milei mencionou o embargo econômico imposto a Cuba desde 1959. O bloqueio, em vigor há mais de seis décadas, é rejeitado pela maioria dos países na Organização das Nações Unidas, que consideram a medida uma violação do direito internacional.
O governo argentino não especificou os procedimentos que serão adotados para barrar a entrada de venezuelanos ligados a Maduro, nem informou a data de início das novas restrições.
Fonte: Agência Brasil
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