Conflitos globais agitaram os mercados nesta sessão. Petróleo disparou 5% e segurou perdas maiores do real, mas bolsa encerrou em queda após três semanas no azul.
O dólar fechou em leve alta em relação ao real, cotado a R$ 5,111. O Ibovespa, por sua vez, interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos, apresentando uma leve queda de 0,06%, encerrando o dia aos 173.714,08 pontos. O dia foi marcado por um aumento significativo nos preços do petróleo, que disparou quase 5%, e pela escalada da tensão no Oriente Médio. O pessimismo com as empresas de inteligência artificial também influenciou os mercados globalmente.
O avanço nas cotações do petróleo ajudou a amenizar as perdas da moeda brasileira e sustentou o desempenho das ações da Petrobras, mas não foi suficiente para evitar a queda do índice da bolsa brasileira.
Principais números:
Dólar à vista: +0,24%, a R$ 5,111;
Ibovespa: -0,06%, aos 173.714,08 pontos;
Petróleo Brent: +4,59%, a US$ 88,10 o barril;
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Petróleo WTI: +4,48%, a US$ 82,49 o barril.
A alta do dólar foi influenciada pelo fortalecimento da moeda dos Estados Unidos, que se destacou diante das divisas de países emergentes, em uma sessão marcada pela aversão ao risco. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã fez com que os investidores buscassem ativos mais seguros, favorecendo a moeda norte-americana.
Durante o dia, a divisa chegou a atingir a máxima de R$ 5,133, por volta das 10h30, mas perdeu força ao longo da tarde, fechando a R$ 5,111. Na semana, a variação foi quase nula, com uma leve queda de 1% em relação ao real durante o mês de julho. Em 2026, a moeda acumula uma desvalorização de 6,88%.
Mesmo com um cenário externo desfavorável, o real teve um desempenho melhor que outras moedas emergentes. O aumento nas cotações do petróleo melhorou a perspectiva dos termos de troca do Brasil, que é um importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão sobre o câmbio. Enquanto isso, o aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros ficou em segundo plano para os investidores.
No mercado de ações, o Ibovespa confirmou sua primeira perda semanal em um mês, apesar de ter operado em alta durante parte do pregão. O índice perdeu força à medida que os juros futuros avançaram e as ações ligadas ao consumo lideraram as perdas. O desempenho positivo da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, ajudou a limitar as quedas do principal índice da B3. Contudo, ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo, construção civil e educação destacaram-se entre as maiores baixas.
Além das tensões geopolíticas, os investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira, conforme medido pelo IBC-Br de maio, bem como os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais, reforçando a migração para ativos com menor risco.
Os contratos internacionais de petróleo registraram uma forte alta, impulsionados pela intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã, além das crescentes preocupações sobre possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. O barril do tipo Brent avançou 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10, enquanto o barril WTI subiu 4,48%, para US$ 82,49. Essas referências acumulam uma valorização próxima de 16% na semana, reflexo do temor de que a escalada do conflito cause novos choques de oferta e mantenha a pressão sobre os preços da energia, com possíveis impactos na inflação global e nas expectativas para a política monetária das principais economias.
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