Temporada paralímpica de 2025 consagra Brasil nos Mundiais de atletismo e judô

Rafael Ramos
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O esporte paralímpico brasileiro encerrou 2025 com resultados inéditos em competições mundiais e um impasse administrativo no tênis de mesa. Atletismo e judô lideraram o ano, enquanto atletas de tênis de mesa contestaram exigências da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) para o recebimento do Bolsa Atleta.

Atletismo domina Mundial na Índia

Em outubro, a seleção de atletismo ficou no topo do Mundial de Nova Déli, somando 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, superando a China. A acreana Jerusa Geber conquistou dois ouros e tornou-se tetracampeã dos 100 m rasos T11, chegando a 13 medalhas em Mundiais.

Judô lidera quadro em Astana

No mesmo mês de maio, o Mundial de judô em Astana, Cazaquistão, rendeu 13 pódios ao país, cinco deles de ouro, garantindo a liderança no quadro geral. Destacaram-se Alana Maldonado (tricampeã até 70 kg, classe J2) e Wilians Araújo (bicampeão acima de 95 kg, J1). A final totalmente brasileira de mais de 70 kg J2 terminou com vitória de Rebeca Silva sobre Meg Emmerich. Houve ainda ouros inéditos de Brenda Freitas (até 70 kg J1) e Rosi Andrade (até 52 kg J1).

Resultados de destaque em outras modalidades

Esqui cross-country – Em fevereiro, Cristian Ribera sagrou-se campeão mundial de sprint (1 km) em Trondheim, Noruega, e se credenciou para os Jogos de Inverno de 2026, em Milão-Cortina.

Tênis em cadeira de rodas – Na Copa do Mundo em Antalya, Turquia, a equipe quad conquistou a prata. Nos juniores, Vitória Miranda e Luiz Calixto ficaram em quarto. Vitória ganhou simples e duplas femininas no Aberto da Austrália e em Roland Garros; Luiz venceu duplas masculinas em Melbourne.

Canoagem – No Mundial de Milão, Fernando Rufino levou ouro nos 200 m VL2, repetindo a dobradinha paralímpica com Igor Tofalini, prata. O Brasil somou cinco medalhas.

Ciclismo – Em agosto, Lauro Chaman conquistou o tricampeonato da prova de resistência C5 no Mundial de estrada em Ronce, Bélgica. No Velódromo do Rio de Janeiro, em outubro, o país ganhou nove medalhas no Mundial de pista, incluindo o ouro com recorde de Sabrina Custódia no contrarrelógio de 1 km C2.

Natação – No Mundial de Singapura, o Brasil foi sexto com 13 ouros e 39 pódios. Gabriel Araújo (classe S2) e Carol Santiago (S12) faturaram três ouros cada.

Halterofilismo – A equipe feminina foi campeã por equipes no Mundial do Cairo. Nos individuais, Mariana d’Andrea (até 73 kg) e Tayana Medeiros (até 86 kg) ficaram com a prata, enquanto Lara Lima (até 41 kg) levou bronze.

Impasse no tênis de mesa

Em julho, nove mesatenistas paralímpicos enviaram ofício ao Ministério do Esporte contra a CBTM, que exigia o uso de 30% a 60% da Bolsa-Pódio em competições internacionais e a participação mínima em dez torneios no exterior. O ministério afirmou não haver respaldo normativo para a cobrança, e a confederação revogou a medida, mas o desentendimento continua.

Fonte: Agência Brasil

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.