A Fazenda recuou e adiou o fim do desconto de R$ 0,44 no litro da gasolina. Com o barril voltando a US$ 80, o governo quer cautela antes de onerar o bolso do brasileiro.
A nova alta dos preços do petróleo nesta quinta-feira (9) levou o Ministério da Fazenda a adiar a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina para a próxima semana.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, planejava anunciar o término da subvenção ainda esta semana, mas teve que reconsiderar após os conflitos entre Estados Unidos e Irã, que se intensificaram na quarta-feira (8). Essa situação resultou em um aumento imediato no preço do barril de petróleo.
“Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio”, disse Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.
Durigan também mencionou que pretende analisar a possibilidade de retirar o subsídio na próxima semana. Ele afirmou que, dependendo das circunstâncias, gostaria de realizar essa retirada de forma parcial ou total. O objetivo do subsídio ao combustível é evitar que o aumento dos preços globais impacte negativamente o custo de vida no Brasil, elevando os preços de produtos e serviços.
De acordo com o ministro, o cenário de incerteza não compromete os planos do governo federal de aumentar as misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel. A Lei do Combustível do Futuro (14.993), aprovada em 2024, determina que a proporção de etanol misturada à gasolina C pode variar entre 27% e 35%, enquanto a mistura de biodiesel no diesel fóssil deve chegar a 20% até 1º de março de 2030.
“Não altera nada. Pelo contrário. Fortalece o que o Brasil tem feito”, comentou Durigan, ressaltando que o governo federal não descarta a proposta de percentuais ainda maiores.
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