Aracaju reestrutura carreira ambiental e reajusta salários na Sema

Rafael Ramos
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A Lei Municipal nº 6.278/2026 criou tabela salarial exclusiva para Técnicos e Analistas Ambientais da Sema, com vencimentos que chegam a R$ 8.402,97. Medida sancionada pela prefeita Emília Corrêa é celebrada pela categoria.

A Prefeitura de Aracaju promoveu, em 2026, uma reestruturação inédita na carreira dos servidores efetivos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), com a reorganização da tabela de vencimentos dos cargos de Técnico Ambiental e Analista Ambiental. Instituída pela Lei Municipal nº 6.278/2026 e sancionada pela prefeita Emília Corrêa, a medida adequa a estrutura remuneratória às atribuições estratégicas desempenhadas pelos servidores ambientais, em um contexto de ampliação das responsabilidades dos municípios na gestão ambiental.

Com a nova tabela, o cargo de Analista Ambiental passa a ter vencimento inicial de R$ 5.957,02, podendo alcançar R$ 8.402,97 ao final da carreira. Já os Técnicos Ambientais passam a receber remuneração inicial de R$ 3.574,21, chegando a R$ 5.041,78 nos níveis mais elevados da progressão funcional. Em comparação com concursos realizados por diversos municípios nordestinos nos últimos anos, Aracaju passa a oferecer remunerações competitivas para os cargos da área ambiental, especialmente para analistas.

A reestruturação estabelece uma tabela específica para as carreiras ambientais, separando-as da tabela da Administração Geral e conferindo maior autonomia à política remuneratória dos profissionais efetivos da Sema. A técnica ambiental Cleidiane Souza destacou o peso histórico da conquista. “A importância deste Projeto de Lei se configura em uma conquista para toda a categoria, tendo em vista a separação e definição da nossa tabela salarial da tabela da Administração Geral, além do ganho financeiro que o valor do vencimento definido na tabela trará para os servidores alcançados pela PL. À prefeita, nossa gratidão pela sensibilidade e atenção que fizeram com que esta PL se tornasse uma realidade”, afirmou.

Para além do impacto financeiro, servidores da Sema apontam a medida como uma questão de justiça e de qualidade do serviço público. A analista ambiental Taciana Azevedo foi direta ao avaliar os riscos de uma política remuneratória defasada. “O reajuste da tabela de vencimentos era urgente e necessário. Não se trata apenas de um aumento, mas de correção e justiça. Quando o poder público não valoriza o servidor do meio ambiente, corre o risco de perder quadros técnicos de excelência, gerando o sucateamento do órgão e a perda da memória técnica. A nossa luta pelo reajuste é, no fim das contas, uma luta por um serviço público de qualidade e por um meio ambiente equilibrado para as futuras gerações”, explicou.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.