A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) deu início, nesta semana, à Operação Mulheres 2026, mobilização de âmbito nacional voltada ao enfrentamento direto da violência contra a mulher. A força-tarefa, que permanece em curso até 5 de março, reúne Polícia Civil, Polícia Militar (PMSE), Corpo de Bombeiros Militar (CBMSE) e Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) com objetivo de reduzir feminicídios e outros crimes de gênero no estado.
Articulação multisetorial
Coordenada localmente pela delegada Nalile Castro, a iniciativa é fomentada pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. Cada órgão participante atua em eixos distintos — preventivo, repressivo, de conscientização e técnico-científico — para ampliar a rede de proteção antes das comemorações do Dia Internacional da Mulher.
Atuação da Polícia Civil
No campo judiciário, a Polícia Civil montou forças-tarefa em delegacias estratégicas de Aracaju, Estância, Maruim e Itabaiana. O objetivo principal é agilizar inquéritos e cumprir mandados de prisão pendentes. A corporação também aposta na tecnologia por meio do Projeto Poly, a Delegacia Virtual da Mulher, que permite solicitar medidas protetivas sem sair de casa. “A validação é imediata e o pedido segue diretamente ao Poder Judiciário”, informou a delegada Nalile.
Reforço policial nas ruas
A Polícia Militar concentra esforços no policiamento ostensivo e na ampliação da Ronda Maria da Penha. Municípios com maiores índices de violência, como Nossa Senhora do Socorro, contam com efetivo dedicado de 18 militares capacitados para atendimento humanizado. Segundo a tenente Vitória Silva, somente em 2025 — ano anterior — as ações preventivas da corporação alcançaram 11 mil pessoas em 35 municípios, além de qualificar 500 policiais para lidar com ocorrências de gênero.
Suporte a vítimas e provas periciais
O Corpo de Bombeiros participa oferecendo atendimento especializado a vítimas com traumas físicos. Já a Cogerp concentra-se na produção de provas que sustentem processos judiciais. De acordo com a perita Leina Pina, a prioridade absoluta é a celeridade dos exames de corpo de delito e a emissão rápida de laudos. Também estão sendo coletadas amostras biológicas para o Banco de Perfis Genéticos, ferramenta considerada fundamental para esclarecer crimes sexuais e feminicídios.
Com a integração das diferentes frentes — investigação, patrulhamento, assistência e perícia —, a Operação Mulheres 2026 pretende fortalecer a proteção às sergipanas e garantir que agressores sejam responsabilizados com maior agilidade.
Com informações de Infonet
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