SES reúne municípios de Sergipe para padronizar notificação de esporotricose

Portal de Notícias Foco SE
3 Min Leitura

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe promoveu, na quarta-feira, 25, um encontro com representantes das secretarias municipais de saúde para ajustar o fluxo de registro de casos de esporotricose. A mobilização ocorre após o Ministério da Saúde incluir a doença na lista nacional de notificação compulsória, medida que passou a vigorar no ano passado para ocorrências em humanos.

Durante a reunião, técnicos da pasta estadual apresentaram uma nota informativa com orientações detalhadas sobre vigilância, diagnóstico e comunicação de casos. O documento foi elaborado para garantir que todos os municípios adotem procedimentos idênticos, desde a suspeita clínica até o envio dos dados aos sistemas oficiais.

Doença fúngica exige atenção

A esporotricose é causada por fungos do gênero Sporothrix e pode ter origem ambiental ou ser transmitida por animais, principalmente gatos. A infecção provoca lesões cutâneas em pessoas e nos próprios animais, o que demanda identificação precoce e tratamento adequado em ambas as frentes.

Rita Castro, referência técnica estadual para o agravo, lembrou que em Sergipe a obrigatoriedade de notificação foi estendida também aos casos em animais. “Essa integração entre saúde humana e saúde animal é fundamental para o controle da doença”, afirmou.

Sistemas de registro

No âmbito veterinário, o Estado já utilizava o sistema RedCap para monitorar situações suspeitas e confirmadas. Esse instrumento continua ativo, assegurando a série histórica de dados. Para ocorrências em humanos, passou a ser utilizado o módulo específico do e-SUS Sinan, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, que oferece maior rastreabilidade das informações.

Com a padronização dos registros, a SES espera consolidar análises mais consistentes sobre a distribuição dos casos no território sergipano, permitindo a identificação de áreas de risco e a definição de estratégias direcionadas de prevenção, controle e assistência.

Prevenção e cuidados

A zoonose pode ser transmitida por contato direto com lesões, arranhões ou mordidas de animais infectados, além da manipulação de matéria orgânica contaminada, como solo e vegetais. A secretaria reforçou a importância da posse responsável de animais e do início imediato do tratamento, quando indicado, para evitar a disseminação do fungo entre pets e tutores.

Segundo a SES, os municípios se comprometeram a seguir o novo fluxo de notificação e a intensificar campanhas educativas sobre cuidados preventivos, diagnóstico e tratamento. A pasta informou que continuará acompanhando a aplicação das orientações e oferecerá suporte técnico às equipes locais sempre que necessário.

Com informações de Saude.se.gov

Compartilhe essa Notícia
Conta institucional do Foco SE. Assina as matérias produzidas ou editadas pela equipe do portal, quando não há assinatura individual. Correções, complementações e pedidos de direito de resposta podem ser enviados para contato@focose.com.br e são publicados com o mesmo destaque da matéria original, nos termos da Lei nº 13.188/2015.