Sergipe tem 85 etnias indígenas e 4.710 habitantes, aponta Censo 2022

Rafael Ramos
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Novo levantamento do IBGE revela diversidade surpreendente no estado. Dados analisados pelo Observatório de Sergipe mostram que indígenas representam 0,21% da população sergipana.

O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana e analisado pelo Observatório de Sergipe, revelou que o estado possui uma rica diversidade de 85 etnias, tribos e grupos indígenas, somando uma população de 4.710 pessoas. Este número representa 0,21% do total de habitantes de Sergipe.

O módulo específico do Censo, intitulado ‘Etnias e línguas indígenas: principais características sociodemográficas’, trouxe à tona dados importantes sobre a distribuição das etnias, as línguas faladas e a idade média da população indígena.

Entre as etnias identificadas, o povo Xocó se destaca como o mais numeroso, com 626 indivíduos. Em seguida, aparecem os Kariri, com 288 pessoas, e os Tupinambá, com 109.

A cidade de Aracaju, capital de Sergipe, é o município que concentra o maior número de etnias, totalizando 60. Na sequência, vêm Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, com 19 etnias cada, seguidas pela Barra dos Coqueiros, que possui 15, e Lagarto, com 14.

O estudo também identificou 17 línguas indígenas distintas faladas por pessoas com cinco anos ou mais. A cidade de Aracaju novamente se destaca, com 11 línguas, enquanto Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão têm seis línguas cada.

Além disso, a pesquisa calculou a idade mediana da população indígena em 37 anos, um valor que, em comparação com outros estados do Brasil, é o quinto mais alto, empatando com a Bahia.

A gerente de Estudos Socioeconômicos do Observatório de Sergipe, Michele Doria, comentou sobre a diminuição da população indígena em relação ao censo anterior, realizado em 2010. “Os dados do Censo 2022 revelam uma redução de 511 pessoas na população indígena de Sergipe, passando de 5.221 para 4.710 indivíduos. Esse resultado reforça a necessidade de monitoramento desse segmento populacional para subsidiar políticas públicas que visem à preservação cultural e à melhoria das condições de vida dessas comunidades”, enfatizou.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.